segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Na ilha mais verde dos Açores


Vista parcial das Furnas


Já há alguns anos que tinha o desejo de conhecer os Açores até porque já estive na Madeira há algum tempo (na realidade foi a minha primeira viagem aérea, com a minha melhor amiga, há sete anos atrás). Contudo, como o meu marido já lá tinha estado a trabalhar, colocamos esse destino de lado, ao invés de outros. Mas esta viagem não planeada (e por força das circunstâncias) foi agora concretizada. E só vos digo que é uma viagem perfeita para lua de mel, se casarem entre os meses de Abril a Agosto.

Quem não conhece nada dos Açores, deverá ficar a saber que estes são constituídos por nove ilhas, divididos por três grupos principais: o ocidental com as ilhas Flores e Corvo, o central com as ilhas Terceira, Pico, S. Jorge, Faial e Graciosa e o oriental com as ilhas de S. Miguel e Santa Maria.
A designação "Açores" vem do facto dos primeiros exploradores Portugueses ao avistarem as ilhas terem confundido outras aves que sobrevoavam as ditas com "açores" (e ainda bem, senão imaginem só que as ilhas, hoje, se chamavam "Milhafres"...hahaha).

A maior (e uma das mais completas, segundo dizem) é sem dúvida a ilha de S. Miguel com 747 km2.
Caramba, como eu gostei desta ilha. Quer um sitio mais verdejante e com mais graça do que S. Miguel? E se gostar de flores, este é o local perfeito para si (e isto não é nenhuma campanha publicitária)!






Do aeroporto de Lisboa fomos diretamente para Ponta Delgada, a capital da ilha, embora tenhamos apanhado um pequeno "susto" ao termos visto o primeiro voo (antes do nosso) a ser adiado algumas horas, para S. Miguel. A "Nadine", uma tempestade tropical, estava a assolar a maior parte das ilhas dos Açores, precisamente nesse dia, e vários voos tiveram de ser cancelados, embora (e felizmente) os estragos tenham sido poucos, uma vez que não passaram de ventos e chuvas fortes. Quando fomos buscar o carro à agência (que ainda era um esticão desde a outra ponta de Ponta Delgada, onde ficava o nosso hotel) ficamos literalmente ensopados até aos ossos e com o mapa da ilha desfeito em pedaços.
Outra situação "mirabolante" foi o facto do GPS não ter o mapa dos Açores (sei que são um bocado afastadas de Portugal Continental, mas não estarem no GPS é um  bocado demais...). Mas atribulações à parte, a viagem correu bem, demos algumas voltas à ilha inteira (cinco dias foram suficientes para ir e voltar aos locais de maior interesse), o tempo melhorou nos dias seguintes e só no voo de regresso, é que regressamos três horas e meia mais tarde do que o previsto (na realidade, viemos num voo de longo curso da SATA, vindo de Boston, que chegou atrasado). Mas, tirando tudo isso, foi... perfeito!




Foram cinco dias de passeio numa deslumbrante paisagem natural (lindissimas e várias lagoas, cascatas, campos floridos e cheios de vacas, luxuriante vegetação), puro ar fresco, boa comidinha, bonitas igrejas e monumentos e algum relax ...no Parque Terra Nostra e na piscina do hotel. O hotel Vila Nova, apesar de ser apenas três estrelas, é um dos melhores da ilha e está bastante bem localizado em Ponta Delgada.

Se as cidades têm jardins, aqui é a ilha toda, um enorme jardim, onde estão contidas as cidades!

Tudo isto existe, tudo isto é S. Miguel! Venha agora comigo descobrir os recantos encantados e saber um pouco de história desta ilha, a mais verde, de todas dos Açores!

Ah! E já me esquecia de agradecer à agência de viagens Easy Go de Lagoa, onde comprei o pacote turístico (e a não ser que haja algum tipo de desconto nos voos da TAP ou SATA, únicas companhias aéreas a viajarem para os Açores, comprar em pacote fica mais em conta, pois também estão incluidos os transferes e os seguros, além dos voos e alojamento).

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Rouen, a "cidade" de Jeanne d'Arc

Gros-Horloge

Cansados da França? Pudera...mas este vai ser o último post sobre este país (pelo menos nesta viagem). Rouen ficou para o fim, porque realmente foi mesma a última cidade visitada por nós, antes de embarcarmos no aeroporto de Paris-Beauvais, a 80 Km.

Devo dizer que Rouen acolheu muitos estrangeiros, principalmente Portugueses (como os meus tios há quatro décadas atrás), para aí trabalharem e por isso é natural que sinta um certo carinho por esta cidade.

Igreja de Saint-Maclou

Rouen, embora possuidora de numerosas igrejas (como a bonita igreja de Saint-Maclou, em estilo gótico do século XV), tem a mais alta catedral da França, com 151 metros de altura:  a catedral de Notre-Dame de Rouen, imortalizada por Monet em muitas das suas pinturas. Esta fica no coração da parte histórica e assenta nas fundações de uma antiga basílica do século IV.




Reconstruída, posteriormente, após a destruição durante as invasões Vikings no século IX e após os bombardeamentos em 19 de Abril de 1944, na segunda guerra mundial pelos aliados, esta catedral alberga os túmulos dos duques da Normandia.








O Gros Horloge, o monumento mais conhecido da cidade, é um campanário gótico dotado de uma arcada, um quadrante renascentista e com um mecanismo de relojoaria muito antigo que funcionou do século XIV até...1928. Neste dourado e bonito relógio podem ser vistas além das horas, os dias da semana e até as fases da lua.




Mas certamente que ninguém consegue ficar indiferente à história real de Jeanne d'Arc, aqui queimada viva no dia 30 de maio de 1431, lugar hoje marcado por uma grande cruz. Perto está a igreja com o seu nome, igreja de design moderno com a forma de barco, onde se pode venerar a santa e heroína, com os seus bonitos vitrais em formato de peixe e outros da antiga igreja de São Vicente, da época do Renascimento.





A Jeanne d'Arc (ou Joana d'Arc) é considerada a padroeira da França e heroína na guerra dos 100 anos. Filha de camponeses, familia simples e humilde, Joana convenceu o rei a comandar um exército de 4000 homens e com ele obteve a vitória em Orleáns, em 1429. Um mês depois, conduziu o rei Carlos VII até Reims, onde foi coroado e assim renasceram as esperanças dos Franceses, na libertação do domínio Inglês.

Contudo, depois Joana foi ferida e em 1430, capturada e vendida aos Ingleses, sendo transferida para Rouen. Presa e constantemente vigiada, Joana foi morta, acusada de assassinato e heresia, antes de ter completado 20 anos de idade.




Esta cidade, capital da normandia e uma das maiores cidades do norte da França, é constituída por clássicas mansões e bonitas fachadas pitorescas das casas com as suas vigas de madeira que parecem desafiar o tempo...




...como por exemplo: La Couronne, a mais antiga pousada da França (1345), que hoje é um reconhecido e prestigiado, histórico, restaurante gourmet.




Mas esta cidade, plantada à beira das margens do rio Sena, com edificios muitos antigos mas bem preservados e de arquitetura peculiar, possui muitos museus (e muitos deles fechados à terça-feira) que ficaram por ver.








Acabamos o dia a ver o Jardin des Plantes, um jardim botânico, bastante bonito, com 8,5 hectares e vários viveiros de plantas e grandes roseirais, não sem antes nos deliciarmos com macarrons e apetitosas frutas.




Et au revoir France!


Nos próximos capítulos não perca as nossas aventuras na ilha de S. Miguel, considerada a ilha mais verde de todas, do arquipélago dos Açores.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Na cidade luz: Paris (parte II)



Uma imagem vale por mil palavras! E esta foi a vencedora das muitas fotos que tiramos enquanto estivemos na Tour Montparnasse, após um farto repasto, a assistir ao por do sol.

Decepção?! Talvez não...afinal estavamos em Paris, a capital da elegância e palco das grandes revoluções que marcaram o mundo.  A cidade do romance, do amor e das luzes...e embora não houvessem assim tantas "luzes" como estavamos à espera (na verdade Paris recebeu essa denominação por ter sido a primeira cidade a ter iluminação eléctrica nas ruas) foi maravilhoso assistir ao espectáculo de luz na Tour Eiffel, essa torre de ferro que gerou tanta polémica no século XIX, quanto esta.