terça-feira, 11 de setembro de 2012

Em Versailles...





E se em Paris não tinhamos entrado em nenhuma das atrações no primeiro dia, no dia seguinte não perdemos a oportunidade de visitar Versailles, com o seu opulento palácio e jardins magníficos. A pequena cidade é calma e muito charmosa. Antes de entrarmos no populoso palácio (sim, porque haviam tantas pessoas no palácio que parecia que estavamos na capela Sistina, em pleno Vaticano) passamos pelo mercado local, onde vimos o comércio tradicional de bonitas flores e coloridas frutas.






Imponente, grandioso, luxuoso, esplendoroso, exuberante...são apenas alguns dos adjetivos (e não exagerados) que não chegam para definir o rico palácio de Versailles, símbolo da monarquia absolutista. Chegou a ser centro do poder político e até residêncial real, de 1682 até 1789, altura em que a familia real foi obrigada a voltar para Paris, após o início da revolução Francesa.






O antigo palácio, feito de tijolo e pedra, do rei Luís XIII foi ampliado pelo seu filho Luís XIV, a partir de 1661, que continuou até depois da sua morte (1715) pelos reis seguintes. A cidade foi edificada em redor do mesmo e é enorme a diversidade de hotéis, praças, igrejas e ruas bem antigas.






A partir do átrio real, com os seus enormes e dourados portões, podem ser realizados vários circuitos de forma livre ao interior do palácio (e mesmo comprando os bilhetes na net, preparem-se para as filas para entrar no mesmo, especialmente se for ao fim de semana), pelos jardins e bosques e aos palacetes (Grand e Petit Trianon). Funciona das 09.00h às 17.30h (às 18.30H no Verão), todos os dias à exceção da segunda-feira, dia do seu encerramento.






A arquitetura e a grandiosidade do palácio é impressionante. Senão, vejamos: 700 quartos, 2153 janelas, 67 escadarias, 352 chaminés, 1250 lareiras, mais de 6000 pinturas e mais de 2000 esculturas tornam este palácio, um dos maiores da Europa e do mundo, atraindo mais de 8 milhões de visitantes por ano.














O aposento que mais gostei foi, sem dúvida, o quarto da rainha, deixado no estado original após a decapitação da rainha Maria Antonieta.






Mas o que realmente estava com grandes expetativas era ver a "galeria dos espelhos", uma ampla sala com 73 metros de comprimento e 13 metros de largura. Com 357 espelhos, esta sala representa a glória do rei Luís XIV.  Também, foi assinado nesta sala o "Tratado de Versailhes", em 1919, pondo assim fim à primeira guerra mundial.





No interior do palácio, as vistas são maravilhosas para os jardins rigorosamente geométricos, absolutamente simétricos e excelentemente bem cuidados.








Estes jardins, concebidos por André Le Nôtre, em 1661, são constituídos por bosques, estátuas, lagos, canais e fontes espalhados numa vasta área de 700 hectares.











Em 1670, o rei Luís XIV depois de arrasar a aldeia de Trianon decidiu aí construir um pequeno edifício para se refugiar da corte instalada no palácio principal: o Grand Trianon.









O Petit Trianon foi mandado construir posteriormente pelo rei Luís XV para a sua amante, Madame de Pompadour, tendo esta morrido sem ver a obra terminada. Com a morte do rei Luís XV, Luís XVI ofereceu-o à sua esposa Maria Antonieta.


Quadro de Maria Antonieta


Como Versailles fica a 20 km do sudoeste da capital Francesa, fomos de comboio a partir da gare de Paris Saint-Lazare para Versailles-Rive Droite (a estação mais próxima do palácio), de manhã, e à tarde saímos de Versailles-Chantiers para Paris Montparnasse, já que a nossa noite, nesse dia, ia terminar aí...não deixe de conferir no próximo post sobre Paris.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Na cidade luz: Paris (parte I)





Como só iamos ficar dois dias em Paris e outro em Versalhes, optamos por curtir um pouco da cidade e não entrar na onda de ficarmos horas em filas quilométricas para visitarmos as principais e concorridas atrações da capital (ainda para mais foi impossível comprar os bilhetes para subir a Tour Eiffel na net).

Bastava-nos ver as fachadas dos edificios exuberantes das lojas comerciais (e conhecer o interior de uma delas, como a Sephora dos Champs Ellysees,  que eu estava louquinha por conhecer), as ruas distintas e espaçadas, os bonitos jardins, as delicadas esculturas e as comidinhas nos bistrôs como os deliciosos macarrons (são bolinhos feitos de amêndoa e clara de ovo, recheados com creme, que podem ser de diferentes cores e sabores como rosa, pistachio, café, baunilha, tangerina, limão, violeta...nham...nham).






Depois do check-in no minúsculo e "invulgar" hotel (o hotel Vivienne está bem localizado, centralmente, é verdade, mas quando dizia com duche, nunca pensei que a sanita ficasse na casa de banho, fora do quarto) fomos passear até ao rio Sena, passando pelo Louvre.


O Louvre é um dos museus mais visitados (em 2011, recebeu quase nove milhões de visitantes) e um dos maiores do mundo.






O seu pátio central está ocupado por uma enorme pirâmide de vidro, em linha com os Champs- Élysées.









Passamos pela Pont des Arts, a mais antiga ponte metálica de Paris (1802-1804), ponte essa pedestre que liga as duas margens do rio Sena. É também designada como "ponte dos cadeados" por causa das centenas de cadeados existentes, trancados por casais de namorados que depois atiram as respetivas chaves no rio, com a esperança de um amor eterno.





Fomos até ao bairro Saint-Germain,  não sem antes vermos o Institut de France, um bonito edíficio governamental, responsável pela educação pública e onde estão reunidas cinco academias bem famosas (Francesa, inscrições e belas letras, ciências, belas artes, ciências morais e políticas).






Depois do almoço, fomos passear pelo Jardin des Tuileries, o primeiro jardim real a ser aberto ao público, em 1667, um século depois de ter sido mandado construir, por Catarina de Médicis (ver post sobre Chenonceau). É o local propício para o relaxe, o passeio e o divertimento dos locais.




A seguir, a Place de la Concorde, uma das maiores praças públicas onde muitas pessoas foram decapitadas com guilhotina, como por exemplo o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta, durante a revolução Francesa. O centro da praça é ocupado por este alto obelisco egípcio.



 


No extremo oeste dos Champs-Élysées, está o Arc de Triomphe, um dos monumentos famosos da capital com 50 metros de altura, situado no centro de doze vias  (imaginem só a confusão de carros e pessoas). Foi mandado construir para comemorar as vitórias napoleónicas, em 1806, mas só inaugurado trinta anos depois.



Depois da passagem por umas ruelas, bem sujas e degradadas, chegamos ao pé da gigante dama de ferro: a Tour Eiffel. Erguida em 1889, por ocasião da inauguração da feira mundial de 1889, é a estrutura mais alta de Paris (com 320 metros de altura) e o monumento pago mais visitado (no ano passado houve mais de 7 milhões de visitantes).








Acabamos o final do primeiro dia na zona de Trocadero a ver a Tour Eiffel, antes de apanharmos o metro para o hotel, onde ficamos a assistir ao primeiro jogo (e derrota) da selecção Portuguesa no europeu (eu bem que tentei ver mas o cansaço era tanto que acabei por adormecer, afinal estavamos já no oitavo dia da nossa viagem, muito boa por sinal).





domingo, 2 de setembro de 2012

Minha primeira blogagem coletiva: top 5 livros

Mais um curto intervalo na programação da nossa volta à França para...um post sobre blogagem coletiva acerca de literatura.
Como nunca tinha participado em nenhum post deste tipo, eis agora o primeiro, a "convite" da Helô (no final estão os endereços dos blogues das participantes, incluindo o dela, desde já lhe agradeço).
Antes de mais, devo dizer que gosto de livros simples, diretos e concisos, sem palavras "sete e quinhentos" mas que me fazem sonhar e viajar, não só a nível espacial como também temporal (daí, alguns dos meus livros favoritos se passarem em séculos passados). Mas chega de blá..blá... e aí está o meu top 5 de livros, os livros que marcaram os anos da minha existência. Embora haja imensos livros que gostei muito, estes são aqueles que li mais de uma vez ou não me importava de voltar a ler nos próximos tempos.
- "Fernão Capelo Gaivota", de Richard Bach. Foi o primeiro livro que me marcou, particularmente, durante a minha pré-adolescência. Trata-se de um romance, publicado em 1970, sobre a história de liberdade, aprendizagem e amor de uma gaivota, que achava que o acto simples de voar não devia ser somente uma forma de movimento mas algo mais. Como gostei tanto deste livro, acabei por ler depois "A ponte para a eternidade" (outro dos meus favoritos), "Biplano"  e "Não há longe nem distância".




- "O diário de Anne Frank", pela própria Anne Frank. Uma história de coragem e esperança, escrita por uma menina judia de 13 anos, durante a segunda guerra mundial (1942-44), escondida em Amesterdão até ser encontrada e enviada para um campo de concentração, no qual acabou por falecer, no ano seguinte. Uma história comovente e verdadeiramente enternecedora.

- "O Alquimista", de Paulo Coelho, livro esse que marcou a minha adolescência. Trata-se de um jovem pastor que parte em busca de um tesouro enterrado no Egipto, mas que depois vê-se na procura das respostas aos mistérios que sempre afligiram a humanidade. Mais tarde, li outras obras do autor: "O diário de um mago", "Brida", "Veronika decide morrer" e "Maktub".

- "Planisfério pessoal", de Gonçalo Cadilhe. Trata-se de um livro recente de crónicas do maior viajante Português, que nos transporta até outros locais, tão diferentes dos nossos. Há pouco tempo, li também outros da sua autoria: "A lua pode esperar"  e  "África acima".





- "Filipa de Lencastre, a rainha que mudou Portugal", de Isabel Stilwell. Recentemente, comecei a devorar romances históricos relacionados com a monarquia e este foi um dos que mais gostei, a par de "Catarina de Bragança", "D. Amélia, a rainha exilada que deixou o coração em Portugal" e recentemente "D. Maria II, tudo por um reino".




E para quem gostou deste post de blogagem coletiva e quer ler mais, veja também:



Próxima paragem: Paris, não perca!