quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Tenerife IV: no Teide, o tecto de Espanha

Preparados para subir? Na verdade, quantos minutos são necessários para subir 168 metros? Alguns, mas e se for a uma altitude superior a 3500 metros, com pouco oxigénio (em que tonturas e dores de cabeça são frequentes), temperatura de zero graus Celsius e um forte cheiro a enxofre?

domingo, 11 de dezembro de 2011

Tenerife III: Loro Parque (Puerto de La Cruz)

E o que seria um local tão turístico como Tenerife sem um parque temático como o Loro Parque, que tem atraído milhões de pessoas, desde 1972. E apesar de existirem outros (como os de diversões aquáticas) mas que não me seduziram particularmente, uma vez que não queria ficar confinada a recintos e a diversões habituais no Algarve, também não queria perder a oportunidade de ver um show único de orcas, deveras hilariante. Os shows dos alegres papagaios e as acrobacias dos simpáticos golfinhos também tiveram a sua graça mas não diferiram especialmente do parque temático Zoomarine (descrito no primeiro post do mês de Outubro).


Na entrada do parque


O inesquecível Loro Parque está situado em Puerto de La Cruz, no norte de Tenerife. É um parque temático onde existe uma grande e impressionante variedade de animais, alguns deles até em vias de extinção e uma vasta variedade de flora, que inclui um magnífico orquidário.






Como tinhamos já comprado os bilhetes nem precisamos de estar na fila para a compra dos mesmos, na entrada do parque.





Inicialmente, começamos por ver o "pinguinário", um habitat que recria o ambiente autêntico do Antárctico com dezenas de exemplares das várias espécies dos carismáticos e bonitos pinguins, no qual todos os dias são produzidas e libertadas muitas quantidades de gelo.







Antes de assistirmos ao show das orcas, fomos ver o grande túnel aquário que alberga mais de 20.000 espécies aquáticas, incluindo tubarões.









Mas no aquário o que adorei mesmo foi tirar todas estas fotos dos peixinhos tropicais!










No final da manhã, assistimos ao melhor (e a razão principal de termos vindo aqui) espectáculo: o das orcas ou baleias assassinas (chamadas assim por caçarem outras baleias). Estranhamos o facto de estarem a vender impermeáveis antes do início do espectáculo mas depois compreendemos o porquê. Uma parte integrante do show consiste em mergulhos e saltos acrobáticos das baleias que quando o fazem, saltam a grande velocidade e dão um valente banho no público, que fica sentado nos lugares juntos à piscina, nas filas assinaladas com a palavra "splash". A situação é mesmo hilariante, tanto que existe um grande ecran onde se pode ter a percepção dos banhos (e não só...também há uma animação muito carinhosa no início do espectáculo) . Por isso, se forem a este parque e quiserem tomar um banho extra é só se sentarem nestes lugares (os melhores banhos são nas zonas laterais), guardarem bem as máquinas fotográficas  e esperarem pelo espectáculo das bichinhas (hahaha).














A chuva miúdinha não nos impediu de vermos os restantes animais: gorilas, chimpanzés,  jaguares, tigres, tartarugas gigantes, preguiças, crocodilos, suricatas, leões marinhos (devido a obras não houve show destes, nesse dia) e muitas espécies de aves (existem mais de 300), a destacar a maior reserva de papagaios no mundo.














Vimos também o amoroso show dos golfinhos e as travessuras dos alegres papapagaios de plumagem multi colorida, no final do dia.
















Existem ainda atracções para os mais pequenos, uma série de lojas de recordações, um pequeno hospital de recuperação de aves, restaurantes e até um cinema onde se pode assistir a um filme sobre a preservação das espécies ameaçadas, em vias de extinção e "educar" os visitantes a serem respeitadores da natureza e dos animais, sendo estes os objectivos principais deste parque.





terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Tenerife 2: no noroeste da ilha

No noroeste (a ilha Gomera ao fundo)

De carro alugado, durante cinco dias, fomos percorrer a ilha. Começamos pela zona noroeste de Tenerife.  A partir da Playa de Los Cristianos, onde estavamos hospedados, fomos até Acantilado de Los Gigantes, Santiago Del Teide, Masca, Garachico e Icod de Los Vinos.

Acantilado de Los Gigantes é uma das paisagens mais impressionantes da ilha, com as suas paredes verticais e abismais que podem alcançar os 800 metros a pique até ao mar, sendo considerados uns dos mais altos da Europa.


Pormenor de Los Gigantes (visto do mar)

Apesar de tal imponência não se ver bem em terra convém vê-la do mar, através de um passeio de barco (que foi o que fizemos no último dia), onde se pode apreciar a grandiosidade destas paredes rochosas, cujo nome já o define. Devido às profundezas desta costa nesta parte da ilha, este local é muito apreciado para os amantes da pesca e mergulho.


Los Gigantes (visto do mar)


E naquele primeiro dia de viagem vimos que Tenerife é claramente demarcada em dois tipos de paisagem: o sul, muito seco, árido e desprovido de vegetação, enquanto que o norte é chuvoso e por isso dotado de imensa vegetação (foi fácil distinguir um sem número de vales cobertos de plantações de bananeiras, protegidos por barreiras cinzentas de pedra).

Depois de termos passado por Santiago Del Teide, onde existem várias áreas agrícolas de tomate, batata, vinha, legumes e cereais (além da bananeira), fomos até Masca, uma pequena aldeia com pouco mais de uma centena de habitantes e situado no Parque Rural do Teno, local propício para bons passeios a pé e observação da fauna e flora local.

Antigamente, era uma zona de refúgio de piratas uma vez que o acesso mais fácil era feito por mar. Os acessos por estrada eram (e continuam a ser) difíceis, tendo uma grande parte do percurso sido feito apenas por uma estrada de uma só fila e estreita (haviam umas pequenas bermas para encostar, caso houvessem outros carros em sentido contrário), com inclinação bastante acentuada e raras vezes protegidas com pequenas barreiras brancas.




Actualmente, é um dos locais mais visitados da ilha, e uma verdadeira aventura descer até à praia, num autêntico labirinto rochoso e natural, apesar do incêndio ocorrido no Verão, em 2007, nesse local.


Pomenores da região de Masca


Garachico, fundada em 1496, era o porto mais importante de Tenerife e até de todas as ilhas das Canárias, de onde partia uma infindável mercadorias para o Novo Mundo e de pessoas que partiam em busca de uma nova vida e das que voltavam à procura das suas raízes. Mas em 1706, o vulcão Teide entrou em erupção e arrasou toda o local, inclusivé o seu porto.





Devido ao mau tempo no mar, as piscinas naturais estavam fechadas assim como a ida impossibilitada à praia mais próxima (se aquilo se poderia chamar de praia, uma vez que estava cheia de calhaus).




Aproveitamos para ver o bonito Castillo de San Miguel, uma fortaleza construída em 1575 para a defesa da povoação dos ataques dos piratas e situado mesmo junto às piscinas naturais, antes de seguirmos viagem até Icod de Los Vinos.



Pormenores do Castillo de San Miguel (piscinas naturais nesta
 última)



Icod de los Vinos localizado numa encosta está cercado por vales fertéis de densas florestas de pinheiro e plantações de bananeiras, pomares e vinhas, tendo recebido este nome no século XVI, devido ao florescimento destas últimas.  Com uma bonita vista sobre o Teide, além da agricultura, o turismo tem proliferado e desenvolvido a cidade, nas últimas décadas. E Icod é constituído por casas senhoriais, palácios antigos, jardins, conventos e igrejas como a bonita igreja de S. Marcos localizada perto do símbolo da cidade.




O símbolo (e o cartão postal da ilha, além do Teide) que a identifica é sem dúvida o dragoeiro (Dracaena draco), uma árvore de tronco grosso e com elevada longevidade (esta deverá ter centenas de anos ou até mesmo milénios), fonte de resina que condensa e adquire a cor de sangue, líquido considerado esse com propriedades curativas (e até divinais para os Guanches). Este exemplar, dos poucos que existem no mundo inteiro, apesar de parecer muito pequeno na foto, tem 22 metros de altura e 70 toneladas de peso.





E antes de começar a anoitecer (isto de viajar na Europa, no Inverno, tem as suas desvantagens: o dia é muito curto) e depois da chuva miúdinha (tal como o dia anterior aquando da nossa chegada) fomos para o sul que, através das suas boas auto estradas do norte e do sul, nos permitiu em hora e meia estar no hotel.