terça-feira, 4 de outubro de 2011

Zoomarine (Algarve)



Um dos parques temáticos (e/ou aquáticos) imperdíveis do Algarve é sem dúvida: o Zoomarine, no qual o atractivo principal são os golfinhos, esses seres marinhos (e muito amorosos) mamíferos, pertencentes ao grupo dos cetáceos, do qual as baleias também fazem parte.





E a alegria, a tranquilidade e a felicidade contagiante que estes animais nos transmitem nos seus shows é imensa.



Visitado por 450.000 pessoas por ano, este parque tem de área 7 hectares e conta com 400 colaboradores (durante o Verão), sem qualquer apoio do estado. Este ano comemora 20 anos e está aberto até 31 de Outubro.

Neste parque podem ser vistas várias apresentações além dos fantásticos golfinhos: aves tropicais, focas e leões marinhos, aves de rapina e saltos acrobáticos (os corajosos Aqualocos), todas com horário marcado e sujeitas às condições atmosféricas do dia. A programação das apresentações só é dada à entrada do parque, pelo que convém chegar cedo (a entrada é às 10.00H) e verificar os horários das apresentações desejadas (existem normalmente duas apresentações de cada um dos shows à excepção dos Aqualocos que só existe uma).


Show dos Aqualocos

Além destas apresentações, pode-se ainda ver outras atracções como um interessante filme em 4D sobre as três maiores causas de ameaça global do planeta (a desflorestação, a destruição dos habitats marinhos e o aquecimento global), visitar o aquário museu e o centro de exposições (também aqui existem horários estipulados, de cada um, à entrada).

As seguintes diversões completam o circuito do parque: nadar em piscinas; andar numa mini montanha Russa, num barco pirata, na roda gigante, nos rápidos, no Harakiri (escorregas), no comboio infantil e num carrossel.




Por último, mas não menos importante (em particular para os miúdos), é possível admirar uma série de animais (crocodilos, cágados, tartarugas, patos, focas).












Os bilhetes podem ser comprados na bilheteira, junto à entrada do parque, mas ficam mais baratos se comprados pela internet: http://www.zoomarine.pt/pt/visita-parque-precos. Um único bilhete dá acesso a todas as atracções anteriormente citadas.

Contudo, é possível ter ainda uma experiência de contacto ao vivo com os golfinhos chamado Dolphin Emotions, cujo preço (bem salgado, por sinal)  não está incluído no bilhete de acesso ao parque:
http://www.zoomarine.pt/pt/precos-dolphin-emotions

Em resumo: o Zoomarine é um dos parques mais completos que existe no Algarve, não só a nível de lazer, com todas as suas diversões e atracções, como a nível de consciência ambiental. Neste parque é possível, fazer transparecer o nosso lado mais infantil e ter um dia bem passado e diferente, tanto para miúdos quanto para graúdos.






terça-feira, 27 de setembro de 2011

Outros passeios pelo Algarve: Pego do Inferno, Abicada e Alvor

Numa das minhas folgas em Setembro (com os pais, sogros e marido) fomos passear até ao sotavento algarvio, mais propriamente ao Pego do Inferno. Mas não foi nada fácil chegar lá, não. Este local encontra-se um pouco escondido, está apenas a 7 Km a norte de Tavira, na freguesia de Santo Estevão mas não haviam grandes indicações na estrada para lá chegarmos (ainda por cima  o GPS não se encontrava correctamente actualizado), apesar disso o Pego do Inferno estava cheio de pessoal e com poucos locais de estacionamento (talvez, por estar bom tempo e ser domingo).


Nesta zona pode-se ver uma exuberante flora cuja fertilidade se deve à Ribeira do Asseca, um importante curso de água utilizado na rega das hortas e antigamente, no funcionamento de azenhas e moinhos, assim como uma grande variedade de fauna (aves, anfibios, mamíferos e répteis).






Na área envolvente, podem-se fazer piqueniques, tomar uns belos banhos (a profundidade é de 8 metros na área mais funda), fazer saltos para a água e/ou simplesmente relaxar (se conseguirem...com a quantidade de Espanhóis e miúdos aos berros...hahaha). Mas no geral, o local com a sua cascata natural única (pelo menos do que eu conheço no Algarve, até agora) é impressionante!




E depois de um belo arroz de longueirão, como almoço em Olhão, fomos fazer um bonito passeio de barco até à ilha da Culatra (paramos também na praia dos Hangares) e à ilha Deserta.


Vista da ilha Deserta


Noutra folga rumamos em direcção a Lagos, à saída de Portimão, onde existem duas importantes estações arqueológicas: Alcalar (onde existe um cemitério do período Neolítico, que não visitamos porque fecha ao Domingo) e Abicada, onde existem umas ruínas Romanas que estão, actualmente, a ser restauradas. De dificil acesso por carro (a estrada está cheia de pedras), o local está situado perto da Figueira e com uma vista bem bonita da Ribeira de Alvor. Apesar de haver um gradeamento como protecção, as ruínas são bem visíveis e facilmente visitáveis.










E depois de termos visto as ruínas fomos em direcção à bonita Ria de Alvor (ou Rio de Alvor, que é resultante de 4 cursos de água derivados da Serra de Monchique), antes de terminarmos o dia no largo areal da Praia Grande, numa tarde ventosa, perto de Ferragudo.


                                                                          Ria de Alvor



Entre as restantes actividades, ainda destaco a visita à casa de uns amigos para ver a sua linda bébé, a Alexandra e uma ida ao Zoomarine.



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Alcantarilha e a X Feira dos Frutos Secos

Torre da Igreja Matriz

Nos passados dias 2 a 4 de Setembro, Alcantarilha foi local da X Feira de Frutos Secos, feira essa realizada anualmente (como sempre no primeiro fim de semana deste mês).

E depois de um belo jantar de marisco (percebes, que adoro, ameijoas e ostras) fomos comer aí a sobremesa: um delicioso bolo de doce fino, uma fatia de bolo de alfarroba e também provamos um doce novo: queijo de figo e alfarroba. Além das barraquinhas com os vários doces, bolos e sobremesas várias, vimos ainda uma espécie de museu com objectos bastante tradicionais relacionados com a região, a exposição de bonitos bolos da fábrica "Palma" e a divulgação de um vinho de Alcantarilha, de nome "João Clara".

Admiramos as fachadas da Igreja da Nossa Senhora da Conceição e a sua pequena Capela dos Ossos, da Igreja da Misericórdia e da Capela da Nossa Senhora do Carmo. Andamos pelas ruas e vielas estreitas desta freguesia, que está situada numa pequena colina e pertence ao concelho de Silves, apenas a 3 Km de Armação de Pêra (um dos destinos turísticos mais procurados, descrito num post em Janeiro passado).

A torre sineira da Igreja Matriz ou da Nossa Senhora da Conceição domina o horizonte da vila e sem dúvida é o principal monumento de Alcantarilha e o seu cartão-postal. Esta igreja foi construída no século XVI mas a sua torre sineira, que conta com 4 sinos, só foi construída em 1848.








Anexada à Igreja Matriz está a pequena Capela dos Ossos, edificada no século XVI, forrada com ossos e crânios humanos de um antigo cemitério.





A Igreja da Misericórdia foi construída no século XVI durante o reinado de D. Filipe I de Portugal (II de Espanha).





A Capela da Nossa Senhora do Carmo está dotada de linhas sombrias e de grande simplicidade.




O nome "Alcantarilha" advém do Árabe: "Al-Qântara", que significa pequena ponte, possivelmente aquela que atravessa a ribeira da povoação.

As despercebidas muralhas do século XVI, do antigo castelo, denotam a defesa estratégica, importante na região.
O seu casario, a típica chaminé rendilhada Algarvia, o recém restaurado lavadouro, a pequena ribeira, os bonitos painéis azuis e amarelos, alusivos à história de Alcantarilha (como as cheias ocorridas em 1968), e as casas senhoriais são partes integrantes da vila.

Chaminé típica



Lavadouro


Painel decorativo


O seu exemplar mais significativo é, sem dúvida, a Quinta da Cruz que, actualmente, está adaptada a um complexo turístico rural denominado "Hotel Capela das Artes", um nome bem apropriado ao local.




Com efeito, depois de ter passado uma manhã a deambular pela vila, fui visitar o interior deste admirável hotel, prontamente recebida pelo Engº Oscar, o Director Comercial do mesmo (a quem muito agradeço).





Este hotel rural faz parte do património arquitectónico e histórico de Portugal, dispôe de 29 quartos climatizados, piscina, bar e sala de refeições anexadas ao edíficio principal, ao lagar de azeite, convertido em sala para organização de eventos (serões de música clássica, por exemplo) e ao poço que abasteceu Alcantarilha de água, durante séculos.


Antigo lagar de azeite

O edíficio principal apresenta uma construção com arquitectura do século XV e nele se podem apreciar os seus telhados em corte de tesoura, os bonitos e antigos móveis (um deles era o tronco de uma árvore com cinco séculos), as esculturas antigas e elementos de linhas mouriscas, os lindos candeeiros em ferro forjado, um quarto-museu com pinturas do proprietário (parece que o Rei D. Sebastião pernoitou aqui) e o lindissimo oratório interior, com cúpula em forma esférica, a precisar de restauro (a ser executado só por especialistas).


Esq: escultura na fachada frontal do edifício principal
Dir: móvel  efectuado num tronco de árvore, no edificio principal

Tecto da capela

E apesar de estar junto à estrada nacional 125 é supreendente a quietude e o isolamento dos vários locais, entre árvores autóctones da região como oliveiras e alfarrobeiras, as vistas para o azul do céu ou do mar e o chilrear dos passarinhos, num ambiente extremamente harmonioso.