quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Actividades de Agosto (SPA, Fóia, Barragem Stª Clara, Estádio da Luz)

Quando comecei a fazer este post pensei colocar-lhe o título de "Locais a ir ou actividades para fazer, para evitar/minimizar as multidões do mês de Agosto, no Algarve?" Isto porque, no mês de Agosto (contrariamente a todos os outros meses do ano) existem filas para tudo: ir às compras, estacionar o carro junto à praia, jantar nos restaurantes, frequentar os parques aquáticos...assim o plano inicial (para 2+2 dias de folga) era sair do Algarve e rumar até ao centro do país...contudo, os planos foram-se abaixo aquando da minha queda (e desde já, o meu obrigada a todos aqueles que se preocuparam comigo).

Agosto foi, na realidade, um mês de poucas actividades. Por ter ficado imobilizada mais de uma semana, estive  a pôr a leitura em dia, assim acabei os livros: "Anjo Branco" de José Rodrigues dos Santos (que já tinha começado há um tempão), "A Pousada da Jamaica" de Daphne du Maurier, "O Senhor Comendador" de António Neto Guerreiro (um escritor de origem Algarvia a viver no Brasil e que ano passado esteve a oferecer livros gratuitamente em S. B. Messines) e "Será Colombo Português?" de Patrocínio Ribeiro.

Entre as outras actividades efectuadas há a destacar: o jantar com uns amigos e finalmente conhecer a sua querida bébé e prematura Kalina, a manhã bem passada no SPA do Figo, um passeio para tirar fotografias do alto da Fóia,  o piquenique e os belos banhos na barragem de Stª Clara, aproveitar uma ida à Lisboa para fazer uma visita ao Museu dos Coches (a descrição ficará para um próximo post) e assistir a um jogo de futebol do Benfica no Estádio da Luz.
Claro que também fomos à algumas praias (bem, aí não houve nada a fazer com as multidões que invadiram literalmente o Algarve), a destacar as maravilhosas praias de Manta Rota (no sotavento) e a Meia Praia (no barlavento) da região, com água quentinha, longos areais e muitos locais de estacionamento!

As Suites Alba Resort & SPA (há quem o conheça também por hotel e SPA do jogador Figo) situa-se junto à praia de Albandeira (quem for prepare-se, porque a estrada é bem ruizinha até lá) e tem uma vista soberba sobre o Oceano Atlântico. Aproveitamos um voucher da "A vida é bela" para passar uma manhã a exercitar no ginásio, fazer sauna e banho turco, repousar nas camas quentes flutuantes e nadar na pequena piscina interior aquecida e na exterior de água salgada com esta vista maravilhosa.




Do alto da Fóia tem-se uma boa vista (se estiver bom tempo é claro) sobre o barlavento do Algarve, uma vez que é o ponto mais alto do Algarve, com os seus 902 m de altitude e é acessível a partir da estrada de Monchique. Estão lá presentes os equipamentos de telecomunições e passamos lá uma parte da tarde a tirar fotos. Pode-se ainda provar a água das fontes naturais (ou até mesmo encher uns garrafões), situadas mesmo junto à estrada.





Vista de Portimão


 A barragem de Santa Clara é uma das maiores da Europa e um dos pontos turísticos do concelho de Odemira (Alentejo). Sendo um local de sossego, pode-se ir aqui à pesca do achigã, do pimpão e do lagostim assim como para a prática de canoagem entre outros.





E num dos dias, quando tivemos de ir à Lisboa e de ter "arrastado" o meu marido para Belém, depois foi a vez dele de me "arrastar" para o estádio da Luz. De nome oficial, estádio do Sport Lisboa e Benfica também é conhecido por "A Catedral". Estivemos a assistir ao jogo Benfica-Twente, uma equipa Holandesa. E entre gritos, aplausos, assobios e muita emoção, o Benfica venceu por 3-1 e os 99% dos presentes ficaram satisfeitos com o resultado.









terça-feira, 30 de agosto de 2011

Tunisia (Tunes)

Pela primeira vez chegamos a África, à Tunisia! De manhã, quando atracamos no porto de La Goulette, já estava um calor abafado e existiam muitos mosquitos (e ainda nem tinhamos saído do barco, mas pelo menos tinhamos levado repelente). A Tunísia, país pertencente ao norte áfricano tem como capital: Tunes. Esta é a maior cidade e está situada no nordeste do país, com quase 1 milhão de habitantes!

Alugamos um táxi,  fora do porto, com outro cruzeirista (assim ficou bem mais barato) para ir até à medina, a cidade velha e uma das zonas mais comerciais e importantes da cidade, que é cercada por bairros da era colonial (a Tunisia fez parte do governo Francês de 1881 a 1956) e posteriores.

Regateamos no mercado (ou suq em Árabe) algumas túnicas para presente e exploramos um pouco do centro, sentindo os aromas envolventes (alguns bem cheirosos, outros não). Estivemos a ver as fachadas dos vários edificios (igrejas, mesquitas, hotéis, bancos, habitações...).

                                                      
                                                     

Apesar de 99% dos Tunesinos serem muçulmanos, vimos algumas igrejas bem bonitas como a St. Vicent de Paul, do século XIX!


Catedral de St. Vicent de Paul


Teatro Municipal






As poucas (4!) horas passadas na cidade foram bastante desgastantes: muitos comerciantes a tentarem-nos impingir a comprar mercadorias (que nós não queriamos), rudes empurrões no mercado (a falta de educação dos homens era notória), nós a tentarmos comprar uma garrafa de água com moedas de euro (ao fim de umas 3 tentativas lá conseguimos),  a tentativa frustrada do taxista ao tentar extorquir algum dinheiro no final da viagem e ao passar uma passagem de nível com a cancela fechada (segundo ele não havia problema, uma vez que os comboios andam muito devagar), o antipático guarda alfandegário...enfim, um verdadeiro país de terceiro mundo, que não me deixou qualquer desejo de lá voltar...

E no regresso, rapidamente, pensei que agora ainda iria demorar até querer voltar a outro país muçulmano. Mal sabia, eu, que passados 5 meses estariamos de férias a fazer um circuito, durante uma semana, na Turquia (hahaha).


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sul de Itália (Nápoles e Pompeia)

No dia seguinte (do cruzeiro) atracamos no porto que fica bem no centro de Nápoles, a cidade mais populosa do sul da Itália, extremamente desorganizada, a terra da Camorra (Máfia), da pizza e do esparguete. Aí fizemos uma visita panorâmica (de autocarro) pelas ruas, vendo os principais monumentos e o caos da cidade (quase todos os carros estavam batidos e o trânsito era infernal, apesar de nem ser hora de ponta).


O Vesúvio no fundo, o nosso navio no centro da cidade

Castel dell' Ovo


E de autocarro, fomos para Pompeia onde fizemos a visita guiada durante duas horas, a essa deserta mas autêntica e bem conservada cidade-museu. Vimos, antes disso, ainda uma pequena loja com a produção e a venda de bonitos camafeus (pequenas figuras em relevo, esculpidas a a partir de conchas ou coral), de conchas, relógios, tabuleiros de xadrez e provamos a famosa e deliciosa bebida local, o limoncello (licor de limão).


Exemplos de camafeus


A antiga Pompeia era uma das importantes cidades no sul de Itália com um movimentado e rico porto, no auge do Império Romano. Situada a pouco mais de 20 km de Nápoles, a sua terra muito fértil (vimos citrinos enormes da região em bancas expostas junto à entrada) é devida à sua proximidade com o vulcão Vesúvio, que continua activo actualmente (mas a ser monitorizado constantemente).

A 24 de Agosto de 79 d.C o Vesúvio entrou em erupção e destruiu as cidades mais próximas. Pompeia, uma delas, ficou soterrada e escondida durante 1600 anos até ter sido descoberta (por mero acaso) numa escavação, aquando da construção de um aqueduto.

Considerado o pior desastre natural da antiguidade, a destruição foi tão avassaladora que, em menos de 18 horas, foram libertados cerca de 10 bilhões de toneladas de pedra-pomes, rochas e cinzas, provocando a morte de 5000 pessoas.










A erupção do vulcão permitiu uma intensa chuva de cinzas e de lama, a uma velocidade de mais de 1000 km/h,  que cobriram e moldaram os corpos das vitimas, o que fez com que fossem encontrados exactamente no local, quando foram atingidos.








As ruas estão quase intactas assim como os templos, as lojas e as casas...


Recipientes para conservação de alimentos

... e até um bordel onde haviam vários compartimentos com desenhos e camas para diversas posições sexuais. No interior das habitações a presença de frescos demonstra bem o nível cultural de há 2000 anos atrás.



E desta vez tivemos tempo suficiente para apreciar Pompeia, tanto que ainda fomos almoçar no barco e aproveitar o resto do dia na nossa bela e grande casa flutuante!


Vista sobre o Vesúvio do barco