terça-feira, 30 de agosto de 2011

Tunisia (Tunes)

Pela primeira vez chegamos a África, à Tunisia! De manhã, quando atracamos no porto de La Goulette, já estava um calor abafado e existiam muitos mosquitos (e ainda nem tinhamos saído do barco, mas pelo menos tinhamos levado repelente). A Tunísia, país pertencente ao norte áfricano tem como capital: Tunes. Esta é a maior cidade e está situada no nordeste do país, com quase 1 milhão de habitantes!

Alugamos um táxi,  fora do porto, com outro cruzeirista (assim ficou bem mais barato) para ir até à medina, a cidade velha e uma das zonas mais comerciais e importantes da cidade, que é cercada por bairros da era colonial (a Tunisia fez parte do governo Francês de 1881 a 1956) e posteriores.

Regateamos no mercado (ou suq em Árabe) algumas túnicas para presente e exploramos um pouco do centro, sentindo os aromas envolventes (alguns bem cheirosos, outros não). Estivemos a ver as fachadas dos vários edificios (igrejas, mesquitas, hotéis, bancos, habitações...).

                                                      
                                                     

Apesar de 99% dos Tunesinos serem muçulmanos, vimos algumas igrejas bem bonitas como a St. Vicent de Paul, do século XIX!


Catedral de St. Vicent de Paul


Teatro Municipal






As poucas (4!) horas passadas na cidade foram bastante desgastantes: muitos comerciantes a tentarem-nos impingir a comprar mercadorias (que nós não queriamos), rudes empurrões no mercado (a falta de educação dos homens era notória), nós a tentarmos comprar uma garrafa de água com moedas de euro (ao fim de umas 3 tentativas lá conseguimos),  a tentativa frustrada do taxista ao tentar extorquir algum dinheiro no final da viagem e ao passar uma passagem de nível com a cancela fechada (segundo ele não havia problema, uma vez que os comboios andam muito devagar), o antipático guarda alfandegário...enfim, um verdadeiro país de terceiro mundo, que não me deixou qualquer desejo de lá voltar...

E no regresso, rapidamente, pensei que agora ainda iria demorar até querer voltar a outro país muçulmano. Mal sabia, eu, que passados 5 meses estariamos de férias a fazer um circuito, durante uma semana, na Turquia (hahaha).


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sul de Itália (Nápoles e Pompeia)

No dia seguinte (do cruzeiro) atracamos no porto que fica bem no centro de Nápoles, a cidade mais populosa do sul da Itália, extremamente desorganizada, a terra da Camorra (Máfia), da pizza e do esparguete. Aí fizemos uma visita panorâmica (de autocarro) pelas ruas, vendo os principais monumentos e o caos da cidade (quase todos os carros estavam batidos e o trânsito era infernal, apesar de nem ser hora de ponta).


O Vesúvio no fundo, o nosso navio no centro da cidade

Castel dell' Ovo


E de autocarro, fomos para Pompeia onde fizemos a visita guiada durante duas horas, a essa deserta mas autêntica e bem conservada cidade-museu. Vimos, antes disso, ainda uma pequena loja com a produção e a venda de bonitos camafeus (pequenas figuras em relevo, esculpidas a a partir de conchas ou coral), de conchas, relógios, tabuleiros de xadrez e provamos a famosa e deliciosa bebida local, o limoncello (licor de limão).


Exemplos de camafeus


A antiga Pompeia era uma das importantes cidades no sul de Itália com um movimentado e rico porto, no auge do Império Romano. Situada a pouco mais de 20 km de Nápoles, a sua terra muito fértil (vimos citrinos enormes da região em bancas expostas junto à entrada) é devida à sua proximidade com o vulcão Vesúvio, que continua activo actualmente (mas a ser monitorizado constantemente).

A 24 de Agosto de 79 d.C o Vesúvio entrou em erupção e destruiu as cidades mais próximas. Pompeia, uma delas, ficou soterrada e escondida durante 1600 anos até ter sido descoberta (por mero acaso) numa escavação, aquando da construção de um aqueduto.

Considerado o pior desastre natural da antiguidade, a destruição foi tão avassaladora que, em menos de 18 horas, foram libertados cerca de 10 bilhões de toneladas de pedra-pomes, rochas e cinzas, provocando a morte de 5000 pessoas.










A erupção do vulcão permitiu uma intensa chuva de cinzas e de lama, a uma velocidade de mais de 1000 km/h,  que cobriram e moldaram os corpos das vitimas, o que fez com que fossem encontrados exactamente no local, quando foram atingidos.








As ruas estão quase intactas assim como os templos, as lojas e as casas...


Recipientes para conservação de alimentos

... e até um bordel onde haviam vários compartimentos com desenhos e camas para diversas posições sexuais. No interior das habitações a presença de frescos demonstra bem o nível cultural de há 2000 anos atrás.



E desta vez tivemos tempo suficiente para apreciar Pompeia, tanto que ainda fomos almoçar no barco e aproveitar o resto do dia na nossa bela e grande casa flutuante!


Vista sobre o Vesúvio do barco





sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Roma não se vê num dia...

No dia seguinte (e após uma noite de farra e de um despertar atribulado, uma vez que o despertador não tocou e quando acordamos, saimos disparados para o autocarro) chegamos ao porto de Civitavecchia.

Depois de uma hora de viagem chegamos a Roma e fizemos uma visita panorâmica, toda de autocarro, pelos principais pontos turísticos da cidade. Roma é a capital da Itália e segundo o mito Romano, a cidade foi fundada em 753 a.C por Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba. É a maior cidade da Itália, com 2,5 milhões de habitantes, a capital Europeia de maiores dimensões e a que tem maior número de monumentos.
Vimos o famoso coliseu de Roma, localizado no centro da cidade, símbolo do Império Romano, com quase 2000 anos de existência, com 48 m de altura e foi utilizado como palco de entretenimento durante 500 anos.




Após um curto passeio pelas ruas de Roma chegamos à lindissima Fontana di Trevi (do século XVIII) onde jogamos as nossas moedinhas para dar sorte no amor e voltarmos a esta magnifica cidade. Esta fonte é a maior fonte barroca de Itália com os seus 26 m de altura e 20 m de largura.






Em cada rua que passavamos existiam ruínas, monumentos, escavações a decorrerem...





...e numerosas igrejas e catedrais em tudo o que é canto...







Monumento a Vitor Emanuel II


Os prédios são bem antigos mas muito bem conservados...as pinturas nas paredes são lindas...







No interior da cidade está o micro-estado do Vaticano, com 0,44 quilometros quadrados (o menor de todo o mundo), a residência papal e a maior e principal igreja do mundo. O número de habitantes não chega a mil (a maioria do clero). A cidade está situada na margem ocidental do rio Tibre e está rodeada por muralhas, com 6 entradas (só três delas estão abertas ao público, no geral, e a entrada é restrita, pois existem algumas regras de vestuário; por exemplo, não se pode entrar com chinelos e/ou com os joelhos e os ombros descobertos).


Fachada principal da basílica de S. Pedro


Depois do almoço fomos até ao Vaticano. Estivemos a ver o amplo museu cheio de valiosas colecções de arte (até os tectos dos corredores eram espectaculares), os lindissimos frescos da capela Sistina (que obviamente não se podiam tirar quaisquer fotos) e a enorme basílica de S. Pedro, esta última construída no século IV e reconstruída no século XVI. No final, percorremos a praça de S. Pedro (na televisão parece bem maior) e vimos as "fatiotas" engraçadas e coloridas da guarda Suiça (fazem a defesa do Papa).













Dito tudo isto, as míseras horas que passamos em Roma não deram para grande coisa...e se Roma não foi feita num dia, também (e lamentavelmente) não se consegue ver muito num só dia!