sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Roma não se vê num dia...

No dia seguinte (e após uma noite de farra e de um despertar atribulado, uma vez que o despertador não tocou e quando acordamos, saimos disparados para o autocarro) chegamos ao porto de Civitavecchia.

Depois de uma hora de viagem chegamos a Roma e fizemos uma visita panorâmica, toda de autocarro, pelos principais pontos turísticos da cidade. Roma é a capital da Itália e segundo o mito Romano, a cidade foi fundada em 753 a.C por Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba. É a maior cidade da Itália, com 2,5 milhões de habitantes, a capital Europeia de maiores dimensões e a que tem maior número de monumentos.
Vimos o famoso coliseu de Roma, localizado no centro da cidade, símbolo do Império Romano, com quase 2000 anos de existência, com 48 m de altura e foi utilizado como palco de entretenimento durante 500 anos.




Após um curto passeio pelas ruas de Roma chegamos à lindissima Fontana di Trevi (do século XVIII) onde jogamos as nossas moedinhas para dar sorte no amor e voltarmos a esta magnifica cidade. Esta fonte é a maior fonte barroca de Itália com os seus 26 m de altura e 20 m de largura.






Em cada rua que passavamos existiam ruínas, monumentos, escavações a decorrerem...





...e numerosas igrejas e catedrais em tudo o que é canto...







Monumento a Vitor Emanuel II


Os prédios são bem antigos mas muito bem conservados...as pinturas nas paredes são lindas...







No interior da cidade está o micro-estado do Vaticano, com 0,44 quilometros quadrados (o menor de todo o mundo), a residência papal e a maior e principal igreja do mundo. O número de habitantes não chega a mil (a maioria do clero). A cidade está situada na margem ocidental do rio Tibre e está rodeada por muralhas, com 6 entradas (só três delas estão abertas ao público, no geral, e a entrada é restrita, pois existem algumas regras de vestuário; por exemplo, não se pode entrar com chinelos e/ou com os joelhos e os ombros descobertos).


Fachada principal da basílica de S. Pedro


Depois do almoço fomos até ao Vaticano. Estivemos a ver o amplo museu cheio de valiosas colecções de arte (até os tectos dos corredores eram espectaculares), os lindissimos frescos da capela Sistina (que obviamente não se podiam tirar quaisquer fotos) e a enorme basílica de S. Pedro, esta última construída no século IV e reconstruída no século XVI. No final, percorremos a praça de S. Pedro (na televisão parece bem maior) e vimos as "fatiotas" engraçadas e coloridas da guarda Suiça (fazem a defesa do Papa).













Dito tudo isto, as míseras horas que passamos em Roma não deram para grande coisa...e se Roma não foi feita num dia, também (e lamentavelmente) não se consegue ver muito num só dia!


sábado, 13 de agosto de 2011

Livorno (Florença e Pisa)

Saimos bem cedo do porto de Livorno, em direcção a Florença e Pisa, numa excursão organizada pela Pullmantur.


Torre de Pisa

A região de Livorno está localizada na Itália Central (sim...a nossa primeira vez em Itália), na zona da Toscana.

Depois de duas horas de autocarro, chegamos finalmente à cidade de Firenze (Florença, em Português): um autêntico museu ao ar livre (sim...sei que já devem ter ouvido isto umas mil vezes), o berço do Renascimento Italiano (o período histórico que eu mais gostei de estudar) e uma das mais belas do mundo. Esta cidade foi governada pela familia Médici que muito contribuiu para o seu desenvolvimento, nos séculos XV-XVIII. Cheia de monumentos fantásticos, de belissimas catedrais e igrejas de estilos e épocas diferentes, de cenário de obras de Michelangelo, Leonardo Da Vinci, Boticelli, Donatello, Rafael Sanzio, esta cidade é fantástica. Aqui, também, nasceram muitos papas: Leão X, Clemente VII, Clemente VIII, Leão XI, Urbano VIII e Clemente XII.

Demos uma caminhada até à Basílica di St. Maria del Fiore e vimos os seus locais mais turísticos (Palazzo Vecchio, Baptistério San Giovanni, Galleria degli Uffizi, Ponte Vecchio Santa Maria Novella), a pé.

A Basílica di St. Maria del Fiore é uma catedral com uma enorme cúpula (de facto é o cartão-postal da cidade), uma obra de arte gótica e resultante de um trabalho de vários séculos (desde o século XIII). É a quarta maior igreja da Europa, com 153 m de comprimento e 116 m de altura.

Parte da fachada da entrada principal da catedral

Pormenor da porta de bronze na entrada principal

Cúpula da catedral


Em frente à catedral existe o baptistério San Giovanni, cujo destaque vai para as "portas do Paraíso", um lindissimo pórtico que aparenta ser feito de ouro maciço (obviamente não é). Um baptistério era um local onde eram baptizadas as pessoas, uma vez que não podiam entrar nas igrejas sem ter esta celebração.



O Palazzo Vecchio é um palácio localizado na Piazza della Signoria, considerado o símbolo do governo local e grande parte do seu interior é um valioso museu. Começou a ser construído em 1299, terminado 15 anos depois, mas a partir daí tem sido ampliado e renovado, constantemente. A Torre de Arnolfo (do qual faz parte) começou a ser construído em 1310 e tem 94 m de altura.


Esculturas em frente do Palazzo Vecchio


                                                                   Torre de Arnolfo



A Galleria degli Uffizi (em Português: Galeria dos Ofícios) é um dos mais importantes museus do mundo.  Junto ao museu, em nichos exteriores, existem 28 esculturas dedicadas às várias personalidades famosas da Toscana, incluindo famosos mestres e cientistas (Galileu, Leonardo da Vinci, Dante, Donatello, Giotto, Maquiavel e Pier António Micheli, um notável botânico do século XVIII pelos seus amplos conhecimentos no estudo de fungos).


Esculturas de Galileu e Micheli

A Ponte Vecchio é uma ponte em arco medieval sobre o Rio Arno e existem lá uma série de lojas, em particular ouriversarias e joalharias. Pensa-se que tenha sido construída no período da Roma Antiga e fosse originalmente em madeira. E foi uma das poucas pontes a não ser destruída durante a Segunda Guerra Mundial.




A Santa Maria Novella é uma igreja construída no lugar de um antigo oratório, no século XI, ampliado nos séculos seguintes e consagrada no século XV.




Estivemos ainda a ver pequenas lojas de recordações (num mercado ao ar livre, conforme foto abaixo) e objectos de madeira (parece que o personagem de desenhos animados Pinóquio foi inventado aqui).




Na loja do Pinóquio

Depois do almoço, partimos para Pisa, novamente de autocarro (haviam alguns que aproveitaram para dormir...pudera, com a noite anterior).
Estava bastante calor e a guia alertou-nos para o facto de não comprarmos nada aos vendedores ambulantes, sob pena de multa (aqui quem compra é quem paga a multa)!
Depois de 15 minutos a pé (e de tentar resistir aos vendedores) chegamos a Piazza dei Miracoli, onde estivemos no interior da catedral. Esta catedral começou a ser construída no século XI. A sua fachada é constituída por pedra branca, mármore acinzentado e colorido. As portas são de bronze.



  Fachada principal da catedral




Depois estivemos no interior do baptistério de São João. Começou a ser construído no século XII e só terminado dois séculos mais tarde. Apresenta 55 m de altura e é o maior de Itália com 107 m de circunferência. De estilo românico, também é feito de marmóre e devido ao solo instável arenoso em que se encontra, apresenta quase um grau de desnível em relação à catedral. O seu interior quase vazio e a adição de uma parte externa no telhado garante uma notável acústica (confirmamos isso, já que na hora do fecho ouvimos alguns cânticos de uma funcionária, impressionante como aquele espaço amplia o som).







A pequena cidade de Pisa, a terra natal de Galileu Galilei não podia estar completa sem a atracção principal, que sem dúvida é a famosa torre inclinada ou campanário. Começou a ser construída em 1173, ao fim de 5 anos de construção (quando estavam no 3º andar) a torre começou a inclinar-se para o lado sudoeste, devido a uma fundação mal construída e a um solo de base mal compactado, e tentaram resolver a situação, construindo andares com lados mais altos que os outros (mas sem sucesso). Há duas décadas atrás foram realizados trabalhos para evitar a derrocada da torre. A adição de contra-pesos de chumbo e a remoção de terras da base garantem a segurança da mesma por mais dois séculos. Actualmente tem quase 4% de inclinação, nos seus 60 m de altura.
Por falta de tempo, não subimos a torre mas tiramos algumas fotos de fora (daquelas bem parvas a tentar agarrar ou a empurrar a torre...haha).





Sei que foram poucas horas passadas na capital e na maior região da Toscana (Florença) e que ficou muita coisa para ver, sentir e viver...



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Villefranche/Mónaco

Primeira vez na França...aventuramos-nos a sair sem excursão marcada...de lancha, saimos do navio, que ficou ancorado na baía de Villefranche.
Esta bonita vila de pescadores, cheia de casinhas coloridas, está situada na Costa Azul e localizada entre cidades tão glamorosas como Cannes e Nice (a oeste) e o Mónaco (a leste).


Depois de um curto passeio a pé, fomos de comboio (estranhamos o facto de picar o bilhete, logo na estação, antes de entrar para o comboio) até ao principado do Mónaco. Este é um micro-estado fundado em 1297, com apenas 2 quilometros quadrados, é o segundo menor país  da Europa (sendo que o Vaticano ocupa o 1º lugar). É o estado com maior densidade populacional, é governado há mais de 700 anos pela familia Grimaldi e não é de estranhar que tenha a mais alta concentração de carros de luxo e o custo de vida seja um dos mais caros do mundo, uma vez que aqui os investidores não estão sujeitos a impostos sobre os rendimentos (eram incontáveis os números de Ferraris, Bentleys, Rolls RoycesLamborghinis presentes).

Ferraris


Com um temperatura suave e um céu azul, estivemos a deambular: pelas ruas limpas (numa rua perto da marina até haviam alguns desfibriladores, aparelho esse utilizado, para dar choque electricos, em caso de paragem cardíaca), incluindo a famosa The Champions Promenade, uma espécie de corredor da fama (género Hollywood) para prestigiar os melhores jogadores de futebol do mundo (estavam lá as pegadas e assinatura do nosso Eusébio), numa rua situada à beira-mar...

The Champions Promenade


...a ver o porto cheio de iates e navios de luxo...


...pelas agradáveis e famosas praias (que a meu ver é mais fama que proveito, a areia é mais grossa e a água é tão fria como a do Algarve)...



...pelos jardins, igrejas e esculturas...

Sainte-Dévote Church




... por uma parte do circuito da Formula 1 (haviam algumas das bancadas, que estavam a ser desmontadas ainda, pois o circuito tinha sido realizado no fim-de-semana anterior)...

Uma das ruas do circuito


...a ver os edificios bem bonitos, incluindo o majestoso complexo Casino (Sala de Ópera-Ballet-Teatro) de Monte-Carlo, construído no século XIX devido à falta de diversões culturais disponíveis neste principado, naquela época.



Fachadas do complexo do Casino





                                                                   Fachadas dos edificios



E depois voltamos novamente para Villefranche de comboio.

O meu marido na estação de comboios do Mónaco