terça-feira, 9 de agosto de 2011

Villefranche/Mónaco

Primeira vez na França...aventuramos-nos a sair sem excursão marcada...de lancha, saimos do navio, que ficou ancorado na baía de Villefranche.
Esta bonita vila de pescadores, cheia de casinhas coloridas, está situada na Costa Azul e localizada entre cidades tão glamorosas como Cannes e Nice (a oeste) e o Mónaco (a leste).


Depois de um curto passeio a pé, fomos de comboio (estranhamos o facto de picar o bilhete, logo na estação, antes de entrar para o comboio) até ao principado do Mónaco. Este é um micro-estado fundado em 1297, com apenas 2 quilometros quadrados, é o segundo menor país  da Europa (sendo que o Vaticano ocupa o 1º lugar). É o estado com maior densidade populacional, é governado há mais de 700 anos pela familia Grimaldi e não é de estranhar que tenha a mais alta concentração de carros de luxo e o custo de vida seja um dos mais caros do mundo, uma vez que aqui os investidores não estão sujeitos a impostos sobre os rendimentos (eram incontáveis os números de Ferraris, Bentleys, Rolls RoycesLamborghinis presentes).

Ferraris


Com um temperatura suave e um céu azul, estivemos a deambular: pelas ruas limpas (numa rua perto da marina até haviam alguns desfibriladores, aparelho esse utilizado, para dar choque electricos, em caso de paragem cardíaca), incluindo a famosa The Champions Promenade, uma espécie de corredor da fama (género Hollywood) para prestigiar os melhores jogadores de futebol do mundo (estavam lá as pegadas e assinatura do nosso Eusébio), numa rua situada à beira-mar...

The Champions Promenade


...a ver o porto cheio de iates e navios de luxo...


...pelas agradáveis e famosas praias (que a meu ver é mais fama que proveito, a areia é mais grossa e a água é tão fria como a do Algarve)...



...pelos jardins, igrejas e esculturas...

Sainte-Dévote Church




... por uma parte do circuito da Formula 1 (haviam algumas das bancadas, que estavam a ser desmontadas ainda, pois o circuito tinha sido realizado no fim-de-semana anterior)...

Uma das ruas do circuito


...a ver os edificios bem bonitos, incluindo o majestoso complexo Casino (Sala de Ópera-Ballet-Teatro) de Monte-Carlo, construído no século XIX devido à falta de diversões culturais disponíveis neste principado, naquela época.



Fachadas do complexo do Casino





                                                                   Fachadas dos edificios



E depois voltamos novamente para Villefranche de comboio.

O meu marido na estação de comboios do Mónaco

sábado, 6 de agosto de 2011

Cruzeiro no Mediterrâneo (Maio 2010)


O mês de Agosto não começou com muito trabalho (como habitual no Algarve) mas sim com uma queda no meu local de trabalho. Nada partido, mas uma contusão no antebraço e anca, no lado direito do corpo, que me fizeram parar durante alguns dias. Assim, aproveito para melhorar os posts anteriores e fazer estes sobre o cruzeiro que fizemos no ano passado, em Maio.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Museu de Portimão

Num Domingo, do mês de Julho, fomos passar a tarde no museu de Portimão. Situado junto à zona ribeirinha, o museu ocupa a antiga fábrica de conservas Feu Hermanos, edificio do século XIX restaurado e adaptado, tendo aberto as suas portas como museu em Maio de 2008. Em 2010, foi-lhe atribuido o prémio Museu Conselho da Europa e este ano o prémio Dasa Mundo do Trabalho.



A principal (e de longa duração) exposição: "Portimão, Território E Identidade" ocupa as naves da antiga fábrica, numa área de 1000 metros quadrados e nela estão representados os percursos das comunidades locais, desde a pré-história até aos dias de hoje. Podem-se, aqui, ver vestígios: da vida e rituais de morte  das primeiras comunidades de Alcalar, uma aldeia pré-histórica de há 5000 anos atrás, situada entre os areais de Alvor e a Serra de Monchique; da presença Romana; da presença Islâmica; de objectos emergentes do Rio Arade; do abate da madeira e transportada em carros (designada também por zorras) da Serra de Monchique para os estaleiros de Portimão, utilizada na construção de embarcações.

Carros de transporte

Maquete de embarcações

A parte mais engraçada é, sem dúvida, a relacionada com o mar e a vida industrial de uma conserveira, a actividade económica mais importante para a cidade de Portimão, antes do aparecimento do turismo.
O ponto inicial era a lota, onde era distribuído e vendido o peixe que servia depois para a transformação, na fábrica.
Os apitos a vapor e as sirenes das fábricas convocavam, obrigatoriamente, a qualquer hora do dia ou da noite os operários para o trabalho (as habitações, creches e infantários estavam situadas junto à fábrica)!

Na picagem do cartão à entrada

A sala do descabeço era o local onde se processava a primeira transformação do peixe. O espaço fabril dividia-se em duas partes: o "vazio" onde se fabricavam as latas e caixotes a partir das folhas de flandres e o "cheio" onde se trabalhava o peixe, enchia e cravação das latas. E por último, viu-se os rústicos meios de publicidade, através de anúncios escritos e/ou sonoros na telefonia (a actual rádio).


No fabrico das latas

Sala de preparação

Enlatamento das conservas

Túnel de enlatamento de gordura (óleo ou azeite)

Observamos também o percurso biográfico do viajante, político, escritor e Presidente da República (1923-1925) do Portimonense Manuel Teixeira Gomes.
E  estivemos a descobrir a fauna e a flora subaquática do rio Arade e da orla costeira na antiga e ampla cisterna subterrânea que alimentava os tanques de salmoura e as caldeiras da fábrica (pela recolha das águas das chuvas).


Cisterna

Vimos também a exposição provisória, bem original, de arte submersa com esculturas de Sylvain Bongard e por último uma sala de projecção que exibe um filme do processo de produção das conservas da sardinha filmado em 1946. Este tinha como objectivo, promover a indústria conserveira nacional e reforçar o consumo interno (o final da II Guerra Mundial dificultava muito as exportações).


Esculturas de Sylvain Bongard



Horário
De 15 de Julho a 31 de Agosto: às terças das 19.30-23.00H, de quarta a domingo das 15.00-23.00H.
De 1 de Setembro a 14 de Julho: às terças das 14.30-18.00H, de quarta a domingo das 10.00-18.00H. Com entrada gratuita aos Domingos (agora, das 15.00 às 19.00H e no horário de Inverno das 10.00 às 14.00H).