O mês de Agosto não começou com muito trabalho (como habitual no Algarve) mas sim com uma queda no meu local de trabalho. Nada partido, mas uma contusão no antebraço e anca, no lado direito do corpo, que me fizeram parar durante alguns dias. Assim, aproveito para melhorar os posts anteriores e fazer estes sobre o cruzeiro que fizemos no ano passado, em Maio.
sábado, 6 de agosto de 2011
Cruzeiro no Mediterrâneo (Maio 2010)
O mês de Agosto não começou com muito trabalho (como habitual no Algarve) mas sim com uma queda no meu local de trabalho. Nada partido, mas uma contusão no antebraço e anca, no lado direito do corpo, que me fizeram parar durante alguns dias. Assim, aproveito para melhorar os posts anteriores e fazer estes sobre o cruzeiro que fizemos no ano passado, em Maio.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Museu de Portimão
Num Domingo, do mês de Julho, fomos passar a tarde no museu de Portimão. Situado junto à zona ribeirinha, o museu ocupa a antiga fábrica de conservas Feu Hermanos, edificio do século XIX restaurado e adaptado, tendo aberto as suas portas como museu em Maio de 2008. Em 2010, foi-lhe atribuido o prémio Museu Conselho da Europa e este ano o prémio Dasa Mundo do Trabalho.
A principal (e de longa duração) exposição: "Portimão, Território E Identidade" ocupa as naves da antiga fábrica, numa área de 1000 metros quadrados e nela estão representados os percursos das comunidades locais, desde a pré-história até aos dias de hoje. Podem-se, aqui, ver vestígios: da vida e rituais de morte das primeiras comunidades de Alcalar, uma aldeia pré-histórica de há 5000 anos atrás, situada entre os areais de Alvor e a Serra de Monchique; da presença Romana; da presença Islâmica; de objectos emergentes do Rio Arade; do abate da madeira e transportada em carros (designada também por zorras) da Serra de Monchique para os estaleiros de Portimão, utilizada na construção de embarcações.
A parte mais engraçada é, sem dúvida, a relacionada com o mar e a vida industrial de uma conserveira, a actividade económica mais importante para a cidade de Portimão, antes do aparecimento do turismo.
O ponto inicial era a lota, onde era distribuído e vendido o peixe que servia depois para a transformação, na fábrica.
Os apitos a vapor e as sirenes das fábricas convocavam, obrigatoriamente, a qualquer hora do dia ou da noite os operários para o trabalho (as habitações, creches e infantários estavam situadas junto à fábrica)!
A sala do descabeço era o local onde se processava a primeira transformação do peixe. O espaço fabril dividia-se em duas partes: o "vazio" onde se fabricavam as latas e caixotes a partir das folhas de flandres e o "cheio" onde se trabalhava o peixe, enchia e cravação das latas. E por último, viu-se os rústicos meios de publicidade, através de anúncios escritos e/ou sonoros na telefonia (a actual rádio).
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| No fabrico das latas |
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| Sala de preparação |
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| Enlatamento das conservas |
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| Túnel de enlatamento de gordura (óleo ou azeite) |
Observamos também o percurso biográfico do viajante, político, escritor e Presidente da República (1923-1925) do Portimonense Manuel Teixeira Gomes.
E estivemos a descobrir a fauna e a flora subaquática do rio Arade e da orla costeira na antiga e ampla cisterna subterrânea que alimentava os tanques de salmoura e as caldeiras da fábrica (pela recolha das águas das chuvas).
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| Cisterna |
Vimos também a exposição provisória, bem original, de arte submersa com esculturas de Sylvain Bongard e por último uma sala de projecção que exibe um filme do processo de produção das conservas da sardinha filmado em 1946. Este tinha como objectivo, promover a indústria conserveira nacional e reforçar o consumo interno (o final da II Guerra Mundial dificultava muito as exportações).
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| Esculturas de Sylvain Bongard |
Horário
De 15 de Julho a 31 de Agosto: às terças das 19.30-23.00H, de quarta a domingo das 15.00-23.00H.
De 1 de Setembro a 14 de Julho: às terças das 14.30-18.00H, de quarta a domingo das 10.00-18.00H. Com entrada gratuita aos Domingos (agora, das 15.00 às 19.00H e no horário de Inverno das 10.00 às 14.00H).
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Convento S. José (Lagoa)
No Algarve, tal como em muitas regiões do país, também teve (e tem) vários conventos. O termo conventus significa assembleia (em latim) ou seja, um local de reunião dos cidadãos Romanos para fins administrativos ou de justiça. Só depois, este termo é que passou a designar um edificio religioso concebido para albergar grupos de homens e mulheres, enclausurados, retirados do mundo exterior para servir e amar Deus.
Embora existam, actualmente, muitos conventos em ruínas, o Convento de S. José é um dos exemplares em bom estado de conservação, no Algarve.
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| Entrada |
Com efeito, este edificio do século XVIII serviu de albergue a donzelas devotas à Igreja católica que aqui foram instaladas. Não foi abrangido pela extinção das ordens religiosas, uma vez que era considerada uma instituição de solidariedade nacional, pois servia como centro de acolhimento de crianças, nessa época. Em 1876, a comunidade original foi substituida pela ordem religiosa terceira de S. Domingos, que nele instalaram um colégio até 1911, altura em que foi abandonado e saqueado. Foi posteriormente vendido e remodelado pela Camâra Municipal de Lagoa.
A capela (que faz parte do edificio conventual) serviu de local oratório, depois conservatória do registo civil, em 1940 voltou novamente a ser local de culto religioso, durante as obras da igreja matriz ficou a funcionar como igreja paroquial e em 1974 foi encerrado.
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| Altar da capela |
Em 1993, o convento abriu como centro cultural, com muito orgulho para a cidade de Lagoa.
Na semana passada, Lagoa foi, mais uma vez, palco da IX mostra gastronómica de doçaria conventual Portuguesa. De 20 a 24 de Julho deste ano, das 18 horas à uma da manhã, no convento de S. José pôde-se apreciar e saborear os vários doces produzidos e vendidos por três importantes pastelarias do Algarve, tais como a Quinta dos Avôs (Algoz), a Casa da Isabel e Bolos e Vitaminas, estas duas situadas em Portimão.
Neste certame, com entrada gratuita, pôde-se, ainda, assistir diariamente a um espectáculo musical e à degustação de um doce de uma das pastelarias.
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| Uma das esculturas de gelo |
E depois de termos visto as exposições da história do convento, de fósseis marinhos, de esculturas (também haviam várias esculturas de gelo espalhadas no espaço) e objectos religiosos, vimos ainda uma série de objectos rurais e antigos (balança, mó, máquina para partir amêndoa, esteira de seca de figos, carroças e embarcações de pesca em miniatura), as celas e o seu amplo corredor, os claustros e até uma sala de aula.
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| Corredor |
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| Claustro |
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| A sala de aula |
E no exterior, entre os vários doces (tacinhas de Alvor, bolos D. Amélia, pastel de batata doce, bolo de noz, torta de laranja e alfarroba), chamuças e caipirinhas, estivemos a assistir ao grupo musical de música ligeira Portuguesa: os Caruma!
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| Grupo Caruma |
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