segunda-feira, 13 de junho de 2011

York, no Norte de Inglaterra

O dia seguinte começou bem cedo, uma vez que tinhamos de estar na estação de King's Cross às 07.30H e levavamos pelo menos uma hora até lá chegar. Assim, por causa das malas e por ser tão cedo, fomos de autocarro e de metro.
A viagem de comboio muito agradável, pois além da pontualidade, da limpeza, do conforto, os comboios têm bastante espaço (mais do que os comboios em Portugal, admito) e são relativamente económicos (quanto mais cedo se comprar os bilhetes na net, mais baratos ficam, além de se poder escolher o tipo de lugar e de carruagem). Até havia um empregado que andava a vender bebidas e snacks, no nosso próprio lugar (um luxo, não era uma carruagem de 1ª classe, não...).

Depois de termos deixado as malas na estação de comboios de York, apesar de estar fresco e ameaçar chover, fomos à descoberta desta romântica e histórica cidade.

O rio Ouse banha a cidade, tendo este sido um importante meio para o transporte de mercadorias, na antiguidade. Actualmente, fazem-se, aqui, passeios de barcos turísticos.


Rio Ouse

A cidade de York é a segunda cidade mais visitada de Inglaterra (depois de Londres é claro)! E percorre-la faz-nos sentir como num filme do Harry Potter.


Edificios estilo Normando (e respectivos pormenores dos mesmos)

Além da enorme basílica (York Minster) e das 18 igrejas medievais, York contém quase 5 Km de muralhas Romanas (percorremos grande parte e é giro ver a cidade "por cima"), a beleza da arquitectura dos edificios e casas de madeira (a sua maior parte com estrutura medieval) , as ruínas e muitos bons museus (Yorkshire Museum, York Castle Museum, Jorvik Viking, Roman Bath museum, National Railway Museum).


A vista das ruínas Romanas
Ruínas perto do Yorkshire Museum


Edificios antigos

Muito rica em história (pudera...foi ocupada pelos Romanos, pelos Anglo-Saxões e pelos Vikings até ao século XI) e um importante centro de comércio da Europa, devido ao desenvolvimento dos caminhos de ferro.



A York Minster tem 163 m de comprimento, 76 m de largura e de altura: 60 m nas torres e 31 m no coro (só ultrapassada pela Abadia de Westminster, em Inglaterra), com a maior colecção de vitrais medievais do país. Provavelmente, devia ser uma capela feita de madeira que serviu para fazer o baptismo do rei Edwin, no século VII. Iniciada em 1220 só foi terminada 250 anos mais tarde!


Fachada oeste da York Minster

Aqui estivemos a ver a triunfal entrada, os Jubeus do Coro (esculturas de pedra do século XV que representam os reis desde William I até Henry VI), os majestosos vitrais, as bonitas esculturas, as várias torres e a lindissima sala do capítulo.


Tecto da Catedral

Pormenor de um vitral

Esculturas


Tecto da sala do capítulo


A Clifford's Tower está no cimo de uma colina e foi mandado ser feito por William I, como castelo. Depois de ter sido destruído por um incêndio no séc. XII, foi reconstruído depois por Henry III. No entanto, isto é tudo o que resta do antigo castelo.


Clifford's Tower
Depois de termos almoçado nas Shambles (a rua mais antiga e famosa de York) fomos comprar algumas recordações num pequeno mercado. Percorremos as ruas, passamos pela Universidade de York, admiramos a igreja de St. Michael le Belfrey (uma igreja reconstruída no séc. XVI) e a abadia St. Mary, paramos num lindo jardim, vimos uma galeria de arte e o Observatório, antes de ir para o National Railway Museum.


Edificio ao pé das Shambles
Igreja St. Michael le Belfrey
Edificios (em cima: Castle Museum) e brasão da cidade

Num lindo jardim

O National Railway Museum é o maior museu de caminhos de ferro no mundo e está instalado numa antiga oficina de manutenção de motores a vapor. A exposição mostra locomotivas desde o século XVIII, a carruagem real da rainha Victoria, o comboio utilizado no filme do Harry Potter, a nova carruagem do principe William até às últimas  tecnologias ferroviárias (por exemplo, comboio de alta velocidade por levitação magnética no Japão).



Várias carruagens do museu (no meio: carruagem utilizada no filme Harry Potter, em baixo: carruagem do príncipe William)

Depois fomos buscar o nosso pequeno mas potente carro (Fiat 500), o outro era um Vauxhall Insignia (na U.K não se comercializa com a designação de Opel mas sim com esta designação)! Foi engraçado andar pela esquerda, com o volante e o cinto de segurança no lado direito e a caixa de velocidades no lado esquerdo. As estradas também são bem diferentes, pois para além dos constantes radares limitadores de velocidade (que são muitos e estão em milhas), têm sinais de trânsito estranhos (atenção à passagem de veículos agrícolas e de peões...numa auto-estrada?!) e existem muitos estreitamentos nas vias (facilmente se passa de quatro para duas vias).


E fomos para Edinburgh, capital da Escócia. Depois da chegada à residencial acolhedora, tivemos de levantar dinheiro numa caixa de multibanco (a moeda continua a ser a Libra, mas as notas são diferentes, ainda por cima dizem que estas notas não são aceites em alguns locais da Inglaterra!), fomos buscar alguns mantimentos num Tesco (supermercado) e uma pizza para jantarmos. E voilá...uma larga cama de casal, os cortinados completamente negros que não deixavam passar qualquer fresta de luz...e dormimos que nem uns anjos!


terça-feira, 7 de junho de 2011

Londres VI (Windsor)

No dia seguinte (e último em Londres) decidimos ir a Windsor, onde existe o castelo habitado mais antigo do mundo e a residência oficial da Rainha e familia Real. Este castelo foi construído com o objectivo de proteger a entrada ocidental de Londres, num local elevado e a pouca distância da outra base (a Torre de Londres, falada num post anterior), pelo Rei William, em 1070.

Depois de termos saído na estação de Victoria Station, apanhamos o metro para Paddington, aí apanhamos o comboio em direcção a Slough e aí apanhamos outro comboio para Windsor. O percurso demorou uma hora, mas valeu bem a pena.

O castelo é lindissimo (o mais bonito que vi até hoje) com os seus magnificos e luxuosos apartamentos do Estado recheados de tesouros Reais, a St George's Chapel, a Queen Mary's House...
E apesar do castelo ser bem grande e da grande área que ocupa, a cidade é bem pequena (e sem grandes atracções, à excepção de algumas lojas e restaurantes), em comparação com Londres, é claro!


Perto da entrada do Castelo

A Torre Redonda era, originalmente, feita de madeira, tendo no século XII sido reconstruída em pedra. Quando a Rainha está no castelo, aqui é hasteada a bandeira real.


Torre Redonda


Estivemos a ver a casa de bonecas da Rainha Mary que é uma delícia. Foi mesmo uma pena não poder tirar fotos, pois a casa é um espectáculo. Além de ter os móveis, os jardins, as jóias, as armaduras, os móveis todos tão perfeitos numa escala 1:12, tem também luz eléctrica, água quente, água fria e até na cave se pode encontrar vinho genuíno.  Foi desenhada, por Sir Edwin Lutyens, para a Rainha Mary (esposa do Rei George V) e concluida em 1924. Demorou 3 anos a ser executada e contou com a ajuda de 1500 artesãos.

Depois fomos ver os aposentos oficiais que são esplendorosos. Além de uma série enorme de quadros, gravuras, esculturas, livros, manuscritos e outras obras de arte (nas exposições temporárias), os apartamentos Reais apresentam grande contraste entre eles, dependente da pessoa que os ocupasse.  Ficamos muito impressionados com os salões das armas, pois muitas armas (facas, espingardas...) estavam expostas nas paredes a formarem conjuntos milimétricos e precisos, em formato circular ou na vertical.
Existem muitos outros aposentos mas não estão visitáveis ao público (à direita: estátua de Charles II):






Depois fomos visitar a St. George's Chapel: erguida nos séculos XV-XVI, é uma bonita obra gótica e local de sepultamento de 10 monarcas, incluindo o rei Henry VIII.


St. George's Chapel




Depois de termos almoçado em Windsor fomos para o centro de Londres, ver o Museu de História Natural (descrito num post anterior) e entrar no Harrods para ver as lojas (aquilo é tipo "El Corte Ingles"), em particular a parte alimentar.





Sem tempo a perder, apanhamos um autocarro e fomos ver Little Venice. É uma pequena área muito tranquila, com alguns canais de água, barcos e um lindo jardim.




No lindo jardim de Little Venice


Embora tenha ficado muita coisa por fazer, com o tempo que dispunhamos, tentamos aproveitar ao máximo esta imensa e majestosa cidade!




segunda-feira, 6 de junho de 2011

Londres V (Greenwich)

Depois fomos para Greenwich de DLR (metro de superfície). Situada fora das rotas turísticas, para quem vem visitar Londres, Greenwich está localizada a leste na margem sul do rio Tamisa, tendo sido declarada como património mundial da Unesco, em 1997. Este local, apenas a 20 minutos do centro de Londres, possui um belo parque arborizado para relaxar e onde se pode ver e apreciar os seguintes edificios: Old Royal Naval College, Queen's House, Royal Observatory e National Maritime Museum.


A meditar no parque
Vista de Greenwich

Depois de termos passeado no parque e de termos apreciado a bonita vista sobre o rio Tamisa  fomos até ao Royal Observatory Greenwich.

O meridiano zero de longitude passa pelo Royal Observatory Greenwich, tendo sido o primeiro meridiano do mundo, é uma linha imaginária que serve de referência para dividir o globo entre ocidente e oriente. O Greenwich Mean Time (GMT) ou hora de Greenwich (vulgarmente utilizada em Português), criada em 1884, é uma referência do tempo absoluto, sendo que todas as horas do mundo foram medidas por ele. Cada fuso horário estabelecido corresponde a uma faixa de 15 graus de longitude de largura.

O meu marido, com um pé no este e outro no oeste


Este observatório foi fundado em 1675 com o objectivo de desenvolver os conhecimentos astronómicos para auxiliar e melhorar a navegação. Têm lá trabalhado grandes astronómos desde Flamsteed e Halley, considerados os primeiros astronómos Reais Britânicos.


Junto ao Observatório Real

Pormenores dos telhados

Pormenor de uma escultura de uma parede

Depois da visita, em que tocamos no objecto mais antigo do mundo (com 4 500 000 000 anos!) observamos uma colecção de objectos de Astronomia e de relógios, as residências antigas dos astronómos Reais e a câmara Obscura (dispositivo óptico que projectava uma imagem, neste caso via-se a Queen's House; uma das invenções que levou ao aparecimento da fotografia), fomos almoçar num bom restaurante Italiano (para nós, o melhor restaurante de toda a viagem).

Em seguida, fomos para o National Maritime Museum, inaugurado em 1937 pelo pai da actual Rainha Isabel II, retrata séculos de história das descobertas Britânicas. Considerado por ser o melhor museu Marítimo do Reino Unido apresenta uma ampla biblioteca e uma vasta colecção de exposições, nomeadamente de objectos retirados da Alemanha após a 2ª Guerra Mundial (o que tem gerado alguma controvérsia).


Entrada do Museu Marítimo
Maquinaria de um barco do início do século XX
Exposição de barcos

Primeiro barco a motor a ultrapassar 100 mph

Esquerda: Tarbat Farol Ness, Escócia (1892); Direita: Figura de proa de navio Francês


No final da tarde, fomos fazer um belo passeio de barco de Greenwich Pier até Westminster Pier. Aproveitamos para ver todos aqueles edificios (sem sabermos o que são) e a sua belissima arquitectura:


City Hall (Câmara Municipal)



Teatro de Shakespeare


Com vista para o London Eye e o aquário


Antes de jantarmos, fomos à estação de comboio de King's Cross St. Pancras buscar os bilhetes para York. Criada em 1874, num antigo hotel,  nesta estação podem-se aqui apanhar os comboios para o norte de Inglaterra e Escócia assim como o Eurostar, para Paris, pelo canal da Mancha!


Fachada Exterior da estação

Linda escultura dentro da estação de comboio  


E antes de irmos para casa, de autocarro, fomos jantar num restaurante Português (um bitoque um bocado rijo, acompanhado de sangria, para matar saudades)!