segunda-feira, 6 de junho de 2011

Londres V (Greenwich)

Depois fomos para Greenwich de DLR (metro de superfície). Situada fora das rotas turísticas, para quem vem visitar Londres, Greenwich está localizada a leste na margem sul do rio Tamisa, tendo sido declarada como património mundial da Unesco, em 1997. Este local, apenas a 20 minutos do centro de Londres, possui um belo parque arborizado para relaxar e onde se pode ver e apreciar os seguintes edificios: Old Royal Naval College, Queen's House, Royal Observatory e National Maritime Museum.


A meditar no parque
Vista de Greenwich

Depois de termos passeado no parque e de termos apreciado a bonita vista sobre o rio Tamisa  fomos até ao Royal Observatory Greenwich.

O meridiano zero de longitude passa pelo Royal Observatory Greenwich, tendo sido o primeiro meridiano do mundo, é uma linha imaginária que serve de referência para dividir o globo entre ocidente e oriente. O Greenwich Mean Time (GMT) ou hora de Greenwich (vulgarmente utilizada em Português), criada em 1884, é uma referência do tempo absoluto, sendo que todas as horas do mundo foram medidas por ele. Cada fuso horário estabelecido corresponde a uma faixa de 15 graus de longitude de largura.

O meu marido, com um pé no este e outro no oeste


Este observatório foi fundado em 1675 com o objectivo de desenvolver os conhecimentos astronómicos para auxiliar e melhorar a navegação. Têm lá trabalhado grandes astronómos desde Flamsteed e Halley, considerados os primeiros astronómos Reais Britânicos.


Junto ao Observatório Real

Pormenores dos telhados

Pormenor de uma escultura de uma parede

Depois da visita, em que tocamos no objecto mais antigo do mundo (com 4 500 000 000 anos!) observamos uma colecção de objectos de Astronomia e de relógios, as residências antigas dos astronómos Reais e a câmara Obscura (dispositivo óptico que projectava uma imagem, neste caso via-se a Queen's House; uma das invenções que levou ao aparecimento da fotografia), fomos almoçar num bom restaurante Italiano (para nós, o melhor restaurante de toda a viagem).

Em seguida, fomos para o National Maritime Museum, inaugurado em 1937 pelo pai da actual Rainha Isabel II, retrata séculos de história das descobertas Britânicas. Considerado por ser o melhor museu Marítimo do Reino Unido apresenta uma ampla biblioteca e uma vasta colecção de exposições, nomeadamente de objectos retirados da Alemanha após a 2ª Guerra Mundial (o que tem gerado alguma controvérsia).


Entrada do Museu Marítimo
Maquinaria de um barco do início do século XX
Exposição de barcos

Primeiro barco a motor a ultrapassar 100 mph

Esquerda: Tarbat Farol Ness, Escócia (1892); Direita: Figura de proa de navio Francês


No final da tarde, fomos fazer um belo passeio de barco de Greenwich Pier até Westminster Pier. Aproveitamos para ver todos aqueles edificios (sem sabermos o que são) e a sua belissima arquitectura:


City Hall (Câmara Municipal)



Teatro de Shakespeare


Com vista para o London Eye e o aquário


Antes de jantarmos, fomos à estação de comboio de King's Cross St. Pancras buscar os bilhetes para York. Criada em 1874, num antigo hotel,  nesta estação podem-se aqui apanhar os comboios para o norte de Inglaterra e Escócia assim como o Eurostar, para Paris, pelo canal da Mancha!


Fachada Exterior da estação

Linda escultura dentro da estação de comboio  


E antes de irmos para casa, de autocarro, fomos jantar num restaurante Português (um bitoque um bocado rijo, acompanhado de sangria, para matar saudades)!


domingo, 5 de junho de 2011

Londres IV (Westminster)

No dia seguinte, saímos de comboio bem cedo para a estação de Victoria Station e passamos bem perto de Buckingham Palace. O dia estava lindo (para a Grã-Bretanha é claro): um brilhante céu azul, com apenas algumas nuvens!

Apesar de estar fechado (eram oito da manhã, queriamos aproveitar bem o dia), não resistimos a tirar algumas fotos da mais famosa residência da familia Real. Este palácio foi construído em 1705 para o 1º Duque de Buckingham como sua residência na cidade e depois foi mandado ser transformado num grande palácio, no século XIX, para a rainha Victoria.

Portão do Palácio de Buckingham
Monumento à Rainha Victoria

Estivemos a passear no St James's Park, passamos por St Jame's Palace (construído por rei Henrique VIII num antigo hospital de leprosos, actualmente é residência do príncipe Carlos) e por Cabinet War Rooms (actualmente museu, foi o quartel general de Winston Churchill na 2ª Guerra Mundial), a ver os edificios antigos (todos eles muito bem conservados) e depois estivemos quase uma hora na fila para visitar a Westminster Abbey (mas vale a pena, pois é lindissima).


Um dos lindos parques onde passamos: St Jame's Park

St. Jame's Palace

Monumento junto à entrada de Cabinet War Rooms

Fachada dos edificios

Mais uma vez tive a frustração de não puder tirar fotos do interior da abadia de Westminster,  mas só vos digo que o tecto da nave faz lembrar a catedral de Bath (descrito num post anterior) mas numa escala bem maior (pudera, tem o tecto mais alto de Inglaterra com 31 m de altura).

Esta catedral, fundada no século XI, tem sido palco de inúmeras cerimónias reais, desde 1066 com a coroação do rei Guilherme, passando pela coroação da rainha Isabel II (em 1953, a primeira a ser transmitida pela televisão) até ao mais recente e mediático casamento real, do principe William, há apenas dois meses.

Estão sepultadas, aqui, ilustres pessoas da realeza, de cavaleiros medievais e de outras personalidades famosas. Por exemplo, aqui estão os túmulos da rainha Isabel I, rainha Mary dos Escoceses, rei Charles II, Darwin, Dickens, Newton entre muitos outros.

E todos aqueles espaços no seu interior são fantásticos: a sala do capítulo (sala, essa, octogonal com 6 enormes vitrais a toda a volta e o chão de azulejos do século XIII), o museu (que contém muitos tesouros como esculturas dos monarcas em madeira, gesso e cera), o santuário (onde são realizadas as coroações), a capela Henrique VII (do séc. XVI) e o claustro (apesar de bem simples, é o que resta da antiga igreja normanda).


Entrada Norte (onde nós entramos)

Fachada oeste da Abadia

E depois fomos tirar mais fotos do Big Ben e do Parlamento Britânico, desta vez com sol!



E fomos então para Greenwich!


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Londres III ( A City)

A City é a parte original de Londres (designada por Londinnium, fundada no século I pelos Romanos) ou seja a zona mais antiga da cidade!  Apesar do incêndio de 1666 ter destruído 80% dos seus edifícios, a reconstrução de grande parte foi feita por Sir Christopher Wren, e muitos deles sobreviveram à 2ª grande guerra mundial!

Esta foi, desde, zona de refúgio para criminosos e prostitutas até ser um local para a encenação de peças teatrais, consequentemente o aparecimento de teatros como, por exemplo, o Globe (1598), de Shakespeare.

Limitada pelas muralhas da cidade Romana, existem aqui muitas igrejas  incluindo a maravilhosa e uma das mais visitadas: St. Paul's Cathedral. Nesta zona também se encontram velhos mercados, a Millenium Bridge, o Tate Modern (falado no post anterior), as ruínas do Winchester Palace, a Tower Bridge,Tower of London e o Monument, entre outros!

A St. Paul's Cathedral é obra-prima barroca do arquiteto Wren e domina a paisagem da City, tendo sido cenário de grandes cerimónias, como o casamento do príncipe Charles e Lady Diana, em 1981.

Esta catedral Anglicana (foi a primeira a ser construída para o culto protestante) do século XVII tem a 2ª maior cúpula do mundo (a primeira é a de S. Pedro, visitada por nós no ano passado, no Vaticano) e o maior sino da Europa.

Depois de termos estado a admirar as suas belas fachadas, as lindas esculturas trabalhadas, a cúpula com 110 m de altura, a galeria dos sussurros (as palavras sussurradas contra a parede podem ouvir-se no lado oposto da galeria), o altar-mor, os vários túmulos (Wren, Wellington, Nelson, Churchill estão aqui) e os mosaicos muito coloridos e bonitos do teto, subimos mais de 500 degraus até chegar à galeria dourada, onde obtivemos as melhores vistas da cidade!

Obviamente (e para desgosto meu) não pudemos tirar fotografias do seu interior, mas vejam aqui algumas do exterior:


Cúpula da catedral de S. Paul's


Pórtico sul da catedral
Fachada ocidental

E as magnificas vistas da galeria dourada (a 85 m de altura):



Tower Bridge

Vista da Millenium Bridge e Tate Modern

Depois de termos estado na St Paul's Cathedral fomos até ao Tate Modern pela Millenium Bridge, uma ponte suspensa para pedestres com 325 m de comprimento. Passamos pelas ruínas do Winchester Palace, um antigo palácio do século XII e que foi a residência dos bispos de Winchester, perto do convento medieval que hoje é a bonita catedral de Southwark.


Ruínas de Winchester Palace


Catedral de Southwark


Vimos o teatro de Shakespeare e depois aventuramos-nos numa experiência um bocado bizarra: The London Experience Tombs, uma atração turística na qual ficamos a conhecer alguma da história da ponte e seus habitantes ao longo dos séculos e depois uma segunda parte em que gritamos e corremos dos não-mortos (um bocado parvo e infantil, confesso), antes do almoço.

Bar da zona (é tão giro, que não resisti a deixar aqui uma foto!)

Na parte da tarde fomos ver a Tower Bridge: uma imponente obra e peça de engenharia civil criada por Sir Horace Jones, terminada em 1894. 

Até 1976 (a partir daí foi eletrificada), existiam motores a vapor que permitiam erguer as duas metades do tabuleiro da ponte (quando içada cria um espaço de 60 m de largura e 40 m de altura), feita assim para permitir a passagem de grandes navios de carga. Quando isso acontecia,  os peões que precisavam de atravessar o rio Thames tinham de subir os 300 degraus das torres e percorrer a galeria em cima até ao outro lado (nós, também o fizemos, para ver aí a exposição e a história da ponte).


Vista da Tower Bridge (foto tirada de barco)


Depois de termos atravessado a ponte fomos até à Tower of London que está repleta de história e tragédia. Foi desde: palácio real, fortaleza, enjaulamento de animais, prisão, arsenal, real casa da moeda até ser refúgio das jóias da Coroa (atualmente).

A White Tower construída originalmente pelo Rei William I, em 1078, era um só um forte com um fosso à volta para permitir a defesa de Londres mas nessa época era o edifício mais alto de Londres com quase 30 m de altura. O seu nome vem do facto de ter sido pintado por dentro de branco e por fora em 1240.


White Tower


Depois foi ampliada pelos reis seguintes, incluindo Henrique VIII que até mandou decapitar aqui duas das suas esposas: Ana Bolena (1536) e Catarina Howard (1542). Aqui também foram torturadas e mortas muitas mais pessoas ao longo dos tempos, algumas delas bem famosas: bispo de Durham (séc. XI), Henrique VI (séc. XV), Sir Thomas More (séc. XVI) e muitos católicos durante o século XVI, no reinado de Isabel I!

No edíficio Jewel House estivemos a admirar as deslumbrantes e de inalculável valor,  as jóias da coroa Britânica, entre as quais se incluem: o ceptro com a cruz que contém o maior diamante do mundo (1660) e a coroa imperial do estado com 2800 diamantes, feita para a coroação de Jorge VI (1937), além de toda uma vasta coleção de coroas, ceptros, anéis e espadas (estavam num compartimento, tipo caixa forte, blindado de alta segurança, nós todos em fila passavamos por um tapete rolante enquanto viamos as brilhantes peças em exposição). Obviamente, não se puderam tirar quaisquer fotos.


Depois estivemos a ver o Museu do Fuzileiro, que alberga toda uma série de objetos e a história da formação do regimento Britânico, formado aqui, desde o século XVII, nomeadamente: esculturas, canhões, balas, armaduras (também fardas utilizadas nas guerras), espingardas e outras armas.


Museu do Fuzileiro
Escultura

Tivemos ainda tempo para ver a Traitor's Gate, uma porta de carvalho e ferro que servia para trazer os prisioneiros que vinham do julgamento para a torre e a Queen's House, um exemplo de edifício Tudor, além de todas as outras torres que são imensas.

Vimos, ainda, os Yeoman Warders que são antigos oficiais militares condecorados e guardam e vivem na Torre. Usam, ainda, uniformes do tempo dos Tudor (fato e chapéu preto debruado a vermelho) e até os corvos estão presentes no recinto, o símbolo da realeza e muito estimados ( há quem acredite que a monarquia acabará se eles abandonarem o local).

Queen's House

Traitor's Gate (ou Porta dos Traidores, vulgarmente denominada)




No final do dia, passeamos ainda pela City e vimos o Monument que tem 62 m de altura e é a coluna de pedra em equilibrio livre mais alta do mundo. Tem 311 escadas em caracol e também foi obra de Sir Wren.

Monument

Vimos também outros edificios bem bonitos, antes de jantarmos num restaurante que tem frango assado (tipo a lembrar o da Guia, sabem?...aqui no Algarve... mas só cortado ao meio e sem tempero nenhum). E, completamente cansados, voltamos de autocarro para casa!

Edificios numa das ruas da City



(Atualizado a 12 de Maio de 2014)