terça-feira, 24 de maio de 2011

Bath, a cidade dos "banhos"

Depois de umas sandes comidas à pressa no carro fomos para Bath, uma pequena mas graciosa cidade.

Bath está localizada a 100 Km de Londres e deve o seu nome às termas ou balneários Romanos que existem, ainda hoje, no centro da velha cidade junto à abadia medieval. Foi a primeira estância termal de Inglaterra e ganhou fama e popularidade no século XVIII, depois da visita da rainha Anne, em 1792. Estes balneários foram feitos à volta das 3 fontes naturais de água quente em Aquae Sulis (nome dado à zona de Bath pelos Romanos) provavelmente em 43 d.C após a invasão dos Romanos. Estes acreditavam que esta água tinha propriedades curativas (medicinais).

Além dos prédios vitorianos, dos jardins bem arranjados, das estradas largas (que as pessoas até zombavam, pois nessa altura não haviam carros e consequentemente não havia necessidade desses caminhos tão largos), Bath tem uma abadia espectacular e é um dos destinos mais populares de spa do Reino Unido, além de ser património Mundial da UNESCO!


Fachada de um edificio


Um dos jardins bonitos de Bath

A abadia de Bath, também chamada de igreja de S. Pedro e S. Paulo é uma igreja Anglicana, oriunda de um ex-mosteiro Beneditino, fundada no século VII, reconstruído no  século XII e depois no século XVI. Achei a suas fachada gótica parecida com a do Mosteiro da Batalha. Contudo, o tecto é de uma beleza sem igual (à excepção da catedral de St. Paul em Londres, infelizmente não tenho fotos), devido às suas delicadas e lindíssimas abóbadas em leque.

Aqui neste local foi feita a 1ª coroação do 1º rei Inglês (Edgar) e é um dos maiores exemplares de arquitectura gótica no Sudoeste de Inglaterra. A entrada é gratuita (muitas das igrejas na Inglaterra são pagas)!


Fachada da Abadia


Pormenor do interior
Interior (destaque para o tecto) da abadia

A rua mais majestosa de Bath é o "Royal Crescent" constituída por 30 mansões em forma de semi-círculo, obra-prima de John Wood, sendo que a nº 1 dessa rua é um museu. Vimos muitos dos locais deitados na relva, nessa rua, a aproveitar os raios do sol (para mim aquilo era mais a luz do dia....haha).

Royal Crescent

Estivemos depois algum tempo a passear nas ruas, a admirar as vistas do rio Avon (onde se podem fazer passeios de barco) e uma ponte que tem algumas semelhanças com a Ponte Vecchio (Florença), fomos ao mercado local (onde bebi mais um dos deliciosos hot chocolat) e depois a um pub local onde os meus 3 companheiros de viagem foram beber uma pint, antes de seguirmos para a viagem de regresso.

Margens do Rio Avon





domingo, 22 de maio de 2011

Stonehenge ou Avebury?

No dia seguinte fomos  ver Stonehenge, Avebury e Bath! Fizemos uma paragem no caminho para admirar estas casas de sílex com telhados de colmo que existem nesta região: a da Wessex, no sul da Inglaterra! Depois continuamos para Stonehenge onde estivemos pouco tempo.




O Stonehenge é um monumento pré-histórico, mundialmente famoso, feito em várias fases desde 3000 a.C. Poderá ter sido um local de culto ao Deus Sol mas o que foi realmente extraordinário foi a capacidade de erguer e deslocar pedras tão pesadas (para essa época).





Depois rumamos a Avebury (dista 32 Km a sul do Stonehenge). Crê-se que este local seja bastante similar a Stonehenge, embora as "pedras" sejam menos grandiosas mas em maior número. As mais de 180 pedras em círculo rodeiam a aldeia de Avebury e tornam-no no maior círculo de pedra do mundo (com 427 m de diâmetro e 11,5 hectares de área). Até existe uma capela e um pub que estão localizados no centro do círculo. Provavelmente também seria um centro religioso, astronómico ou de magia.


Depois de termos ido a um posto de turismo (era em simultâneo,também, uma capela, foi bonito ver que preservam e restauram todos os espaços antigos e isto aplica-se a todos os locais que visitamos na Grã-Bretanha) demos a volta ao "círculo", tiramos imensas fotos (até fingimos ser figuras de BD com as pedras...hihi), vimos corvos e muitos borregos a pastarem além de pessoas a fazerem piqueniques no local, tocamos nas pedras, sentimos a vegetação, visitamos uma igreja, humilde mas com alguns vitrais bem bonitos.


Posto de turismo e capela


Quem nem Astérix e Obelix!


Um pouco do "círculo"




Em resumo: não se paga entrada (8,5 £), pode-se passear à vontade entre as pedras sem que exista uma vedação à toda a volta, não temos filas de espera e nem magotes de pessoas para entrarem, como no Stonehenge. Ou seja, uma manhã muito bem passada!


quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Croeso" Caerphilly

"Welcome" ou seja "bem-vindo" em Português traduz-se para "Croeso" na língua do País de Gales. Até as placas da estrada, além do Inglês, também tinham a informação correspondente em Galês (por exemplo, "school" e "ysgol" para "escola").


O País de Gales tem muitos castelos da época medieval bem românticos. Depois da Batalha de Hastings, no século XI, após a vitória dos Normandos, estes construíram muitas fortificações de terra e madeira e que mais tarde foram substituídas por castelos de pedra. No final da Idade Média e com a diminuição da segurança alguns desses castelos foram transformados em casas senhoriais, até hoje.
Caerphilly é uma cidade localizada a 10 Km de Cardiff e possui o maior castelo do País de Gales, com 12 hectares, e o segundo maior de todo o Reino Unido (o castelo de Windsor é o maior de todos).





Este castelo está localizado no centro da cidade e foi construído no século XIII por Gilbert de Clare (Lord de Glamorgan) para defender as suas terras. Apesar de nunca ter sido completamente acabado nessa época e ter decaido muito nos séculos seguintes, foi só em 1930 que sofreu uma profunda reforma pelo 4º Marquês de Bute. À volta deste castelo concêntrico existe uma extensa barreira defensiva sob a forma de um lago (antes era mais um fosso e foi restaurado em 1958).
Actualmente, à volta do lago estão concentrados vários edificios de comércio e habitações e pode-se ver alguma fauna local, nomeadamente patos.




Uma das suas torres, com 20 m de altura, caiu durante a Guerra Civil Inglesa e tem maior inclinação do que a Torre de Pisa em Itália, com 3 m fora da sua perpendicular.




Não entramos dentro deste castelo, uma vez que já passava das 17H e a maioria dos monumentos fechava até esta hora (o que estranhamos, pois aqui em Portugal a maioria dos monumentos fecham às 18H00). Aproveitamos para ir a um Tesco (uma espécie de supermercado com quase tudo) para comprar mantimentos para os dias seguintes!