terça-feira, 17 de maio de 2011

Cardiff, Capital do País de Gales!

Depois do stress desnecessário por causa das dimensões das malas (isto de viajar em low-cost tem os seus quês) o voo de Faro para Bristol decorreu sem quaisquer contratempos e o avião chegou às 09h30 tal como previsto. Depois fomos para St. Mellons onde ficamos a dormir duas noites na casa de uma amiga, passear num parque na zona de St. Mellons (Hendre Lake Park) e alugar o (primeiro) carro para percorrer Gales (Cardiff, Caerphilly) e sul da Inglaterra (Bath, Stonehenge, Avebury).


Hendre Lake Park

Pode-se dizer que Cardiff é a capital mais nova da Europa uma vez que existe há pouco mais de 50 anos como capital do País de Gales. As antigas docas que eram antigamente um porto de exportação de carvão maior do mundo, pela utilização do transporte de mercadorias por comboio (nos séculos XIX-XX), estão hoje transformadas num complexo de restaurantes e atracções para os seus visitantes. O Wales Milennium Centre é um desses exemplos. Aberto em 2004, é um centro de espectáculos de peças de teatro, musicais, dança e exposições de arte, em Cardiff bay (onde também aproveitamos para jantar uma pizza, nada de especial).

Millenium Centre

Com os seus mais de 300 jardins colocam esta cidade como uma das mais verdes de todo o Reino Unido ("estupidamente verdejante", como diria o meu marido).
O Bute Park é um amplo espaço de 130 hectares localizado no centro histórico da cidade, junto ao rio Taff, tem o castelo de Cardiff, a famosa "Muralha Animal" (está no lado sul do parque uma muralha com muitas figuras esculpidas de animais que foram colocadas de 1885 a 1930) e as pedras Gorsedd (que parecem um Stonehenge em miniatura) e uma vasta variedade de flora e fauna (adoramos ver os esquilos).

Bute Park (algumas muralhas do castelo de Cardiff)

Tem como principais pontos turísticos o Castelo de Cardiff e o Castell Coch (situado a norte da cidade).

Constituído por um castelo medieval e um palácio neo-gótico, o Castelo de Cardiff foi erguido a partir de uma torre de menagem sob um forte romano (provavelmente este último deve ter sido construído em 75 d.C). No início do século XIX o castelo foi ampliado e renovado.

Torre de menagem
Numa das muralhas a ouvir o guia-audio (e em Português!)

Fachada principal do palácio


A reconstrução começou inicialmente na torre do relógio prolongando-se depois para as outras torres assim como para as outras salas, em particular a Sala Árabe, que serviu também como quarto de hospédes. O seu tecto de madeira dourada revestida a folha de ouro e decorada assim como o seu conjunto de vitrais tornaram-na numa lindissima sala, digna de visita.


Ornamentos da Torre do Relógio (século XIX)

Tecto da Sala Árabe

Mais tarde, em 1947, o castelo foi vendido por um valor simbolico à cidade de Cardiff pela familia Bute. Actualmente, são dados aqui grandes espectáculos musicais.



O Castell Coch, também designado por "castelo vermelho" foi construído sob uma antiga fortificação do século XIII e restaurado no século XIX e parece ter sido retirado de um conto de fadas, sendo bastante utilizado em filmes épicos (como por exemplo Robin Hood). Vimos os seus vitrais, várias pinturas nas paredes e alguns quadros nos vários aposentos do pequeno castelo. Tem também uma capela e uma sala com informação diversa sobre o castelo e jogos para crianças.


Fachada principal
Vista do interior

Interior da sala do desenho (uma das mais bonitas)

Mas em Cardiff também estivemos a ver as fachadas dos vários edificios (hotéis, igrejas, bares e a estação central de comboios), os telhados em triângulo das casas e igrejas para facilitar a passagem de chuvas e/ou neve, estranhamos a falta de persianas nas janelas (mas no Reino Unido isso é  normalissimo), passeamos ao pé do Rio Taff, vimos as esculturas locais, as casas coloridas e de madeira assim como passamos em redor  do imponente Millenium Stadium. Antes de irmos para Londres de autocarro, fomos comprar mantimentos no mercado local (provamos o famoso e bom pastel da Cornualha que é recheado de carne picada) e tomamos uma pint (medida de volume correspondente sensivelmente a meio litro) de cerveja num pub.




segunda-feira, 16 de maio de 2011

Grã-Bretanha

Sei que tenho andando desaparecida deste blog, mas é por uma boa razão. Sim, fui viajar e confesso que preparar e planear uma viagem dá muito mais trabalho de que quando se compra o pacote numa agência de viagens que nos dá a papinha toda feita e é só pagar. Mas pela primeira vez preparamos o roteiro dos 11 dias de férias, no qual percorremos alguns trajectos da ilha da Grã-Bretanha. Estivemos no País de Gales, Inglaterra e Escócia.

Foram horas a ver os preços dos melhores voos para os diversos locais da ilha, dos hotéis, mails e telefonemas para ficar em casa de amigos, o aluguer do carros, os horários e preços dos autocarros, comboios e possíveis excursões.

Irão ser feitos vários posts desta viagem o  que deverá levar algum tempo, pois seleccionar as melhores entre as 3200 fotos não irá ser tarefa fácil (lol).


De autocarro Cardiff-London

Barcelona

Faz um ano que fomos embarcar num cruzeiro, para dar a volta ao Mediterrâneo, em Barcelona. Como tínhamos comprado o voo pela TAP e por causa da história da nuvem vulcânica pagamos um extra, antecipamos o voo dois dias e assim aproveitamos para conhecer um pouco desta linda cidade!

Barcelona é uma cidade cosmopolita, vibrante, energética, monumental, moderna, com muita população jovem e com muitas pessoas (até as de mais idade) com mochila às costas. E eu a pensar que ia fazer lindas figurinhas por andar de malas e bagagens no meio das ruas de Barcelona até chegar ao local da hospedagem.

Do I want to live in Ibiza passamos para I want to live in Barcelona... morar para lá....que sonho....tem de tudo....mar, praia, palácios, uma cidade olimpica, temperatura amena....a capital modernista do mundo, cidade onde estiveram grandes artistas famosos (Picasso, Gaudi, Dali, Miró), capital da Catalunha e um dos destinos mais populares da Europa (não o sendo por acaso!).


Vista Geral a partir do Parc Guel





Barcelona era a capital medieval do Mediterrâneo, mais velha que Madrid e a segunda maior cidade de Espanha. Começou como uma cidade Romana designada por Barcino e com o crescimento industrial apareceram 10 bairros diferentes que se expandiram depois. Os Jogos Olímpicos de 1992 contribuiram a tornar esta cidade naquilo que ela é hoje.

Depois do voo apanhamos um Aerobus (5€) que nos levou para a praça Catalunha. O circuito inverso feito por metro é bem mais económico.



Esta é o centro da capital e daqui pode-se apanhar o metro e ir para qualquer ponto da cidade. Uma das famosas ruas é a chamada Las Ramblas. Rambla significa "corrente" em Árabe e está cheia de turistas, artistas da rua, lojas, restaurantes e a Boqueria, o  melhor mercado de comida da cidade. Não devem deixar de provar aqui as melhores tapas e experimentar p'amb tomate (pão com tomate e azeite) e gauta de cerdo (bochechas de porco).

No final das Ramblas está a estátua do navegador Cristovão Colombo, sendo a sua maior estátua das 64 que existem mundialmente e está de costas virada para Espanha para afirmar a independência da Catalunha em relação ao país.




Mas existem muitas atracções, na cidade, de Gaudi. Por exemplo a Casa Batlló no Passeig de Gracia ou a Casa Mila ou La Pedrera (casa de pedra) são maravilhosos.






Ficamos numa residência de estudantes, Melon District, um pouco longe do centro mas que facilmente se consegue ir de metro.




Mas existe o Hostal Levante com preços a partir dos 50€, no centro da cidade,  construído em 1834, foi uma torre de telecomunicações, um bordel e alojou Pablo Picasso tendo-o inspirado para o quadro "Les demoiselles D'Avignon".

A rede de metro é bastante boa mas existem muitos pontos para encontrar e vias para andar de bicicleta em toda a cidade. Para andar de metro o melhor é comprar um passe de 10 vezes, se ficarmos lá alguns dias.

A parte junto ao mar está cheia de estruturas modernas e boas praias. O Port Olympic está cheio de edificios cuja arquitectura é modernista e bem bonita.






O marco histórico e edificio modernista mais famoso do mundo é, sem dúvida, a Sagrada Familia, última e triunfal obra-prima de Antoni Gaudi, iniciada em 1883 e que continua ainda por acabar (talvez em 2026). Este edificio foi pensado por um grupo de pessoas conservadoras católicas, os Josephines, para ser um local de oração e as pessoas pedirem perdão pela sua depravação moderna. As torres representam os apóstolos e as várias esculturas representam a criação do mundo, o paganismo e algumas imagens do Novo Testamento. Gaudi inspirou-se muito na natureza e a partir dela fez o suporte das suas obras arquitectónicas. Por exemplo, para subir à torre há 400 degraus em forma de caracol. A torre mais alta está a ser construída e deverá ter 170 metros e no final do projecto deverão ser 18 torres.



O dia em Barcelona é uma loucura. Mas a noite ainda mais. Cheio de pessoal jovem a cantar, a dançar e a beber...tão variado como a sua arquitetura.





Muitos locais ficaram ainda por ver (para a próxima vez): Montjuic com o seu castelo (pode ser feito de teleférico), onde foram mortos muitos dos libertadores e defensores da Catalunha após Franco ter conquistado Barcelona no final da Guerra Civil de Espanha e a Fundacio Miró. Miró (1893-1983) era um  pintor que simplificava os objectos na tela, inspirado pela ida à Normandia, durante a guerra. Também ficou por ver o teatro Palau. Este é de 1898, é uma jóia da arte moderna e tem uma combinação perfeita de cores no vitral do tecto.

Barcelona e toda a região da Catalunha pode-se diferenciar da restante Espanha pela língua Catalã, música, costumes, cultura e a lindissima e modernista arquitetura!